As datas servem para memorar em conjunto! Feliz aniversário CPII!
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sexta-feira, dezembro 02, 2011
Feriado Nacional
Paredes amarelas, emblema de série trocada, meias brancas, aulas de português, bobagens nas aulas de química, peças de teatro, bilhetinhos, provas, choros, brincadeiras, brigas, recreio, desenhos no quadro, trabalhos em grupo, festinhas, amigo oculto, ovo oculto, debates pseudo-cults, amigos, CIPQP, fantasias, professoras, professores, quadra, arquibancada, festa junina, mural, espelhos, banheiro feminino, amigos amigos amigos... Livia Bessa, Bárbara Araújo, Larissa Pace, Natassja Menezes, Bia Furtado, Fernanda Altoé, Lute, Dinho, Ivan, Edgar, Marianna Camizão, Michelle, Izabel, Natasha Marchelli, Nathalia, Rafaela, Romã, Carol Brunelli, Fernanda Veras, pessoas que me lembro sempre, outras que são só nomes e lembranças guardadas, nomes completos que a gente aprendeu na chamada! Sete anos que se estenderam e se alargam das paredes amarelas - que agora são azuis - e viraram uma coisa inexplicável, que a gente só sente. Sente ter acabado, sente ter continuado, sente ver as pessoas assim crescidas, desabrochadas como flores vistosas (papo brega de mãe orgulhosa). É bom fazer parte e ver nunca será um colégio como qualquer outro - nem será só um ufanismo acrítico como alguns gostam de acusar. Esses, os que não sabem nem nunca saberão o que é ser aluno do Colégio Pedro II.
As datas servem para memorar em conjunto! Feliz aniversário CPII!
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quarta-feira, outubro 12, 2011
Tem algum tipo de incompatibilidade, desarmonia para além do desânimo. Sei que não tem cura. Sabemos que não. Não é doença. É só uma coisa que não sabemos o que é e vai ficando e neblinando as coisas, as pequenas coisas, as pequenas farpas que a gente já não faz questão de guardar, os pequenos cuidados e carinhos que a gente vai deixando pra lá. A vida anda sem literatura - e também sem vontade de ler. Anda silenciosa, sem vontade de ouvir, falar, escrever. Anda um dia atrás do outro, tentando não pensar nas coisas grandes, mas até as pequenas têm sido assim. E vão passando os dias, vários, sem que a gente saiba como vai ser.
terça-feira, outubro 26, 2010
Paredes amarelas
No meu último dia de aula do ensino médio eu senti toda a desproteção do mundo que me esperava do lado de fora das paredes amarelas. A frase é muito forte, mas não é nada disso. Eu não consigo me lembrar detalhes do meu exato último dia de aula - e acho que isso não tem muita importância, já que me lembro bem de muitos dos dias percorridos nos meus sete anos de Colégio Pedro II.
Uma coisa que me lembro bem é que o significado de proteção que o colégio tinha para mim sempre esteve simbolizado nas paredes amarelas e seus furinhos estranhos por onde alguns alunos teimavam passar. As pessoas sempre me diziam em tom apavorante que o mundo aqui de fora era muito maior e que eu ía sair amputada. Eu, como boa discípula da metáfora da terceira perna, adorava essa pinta de adolescente desprotegida e disposta a enfrentar um mundo grandão fazendo aquela cara de filhote de gato.
Sobre o tamanho do mundo não tinha nenhuma mentira, mas não me disseram que a ausência das paredes era uma espécie saborosa de algo parecido com liberdade. Que do lado de fora a gente podia tomar café na hora do recreio, usar meias coloridas e colocar um boné na cabeça se desse vontade. O mundo é mesmo enorme e as possibilidades da vida muito mais infinitas que uma prova de vestibular - só fui perceber isso depois de quase terminar a faculdade e conhecer mais de perto esse mundo dos cursinhos.
As paredes amarelas? Bem, elas continuaram sendo um recanto adocicado da minha memória, um travesseiro quente onde se agarrar nas noites de solidão e desespero do futuro - quando não resta outra saída senão (opa!) olhar pro passado.
E foi buscando esse refúgio que acordei no dia da festa setembrina do colégio pensando única e exclusivamente que veria as minhas paredes amarelas. Qual não foi a minha surpresa quando me deparei com uma tinta verde-meleca-depressiva. A mesma falta de chão - ou de parede - de quando tive de passar por aqueles portões com ares de definição. Ainda devo ter em algum lugar o papel que me diz que, além de bacharel em ciências e letras, eu também não sou mais uma criança com direito a chorar por qualquer tropeço.
Isso ficou na minha cabeça por algum tempo, até a data recente em que cheguei na faculdade e me deparei com um amarelo indeciso sobre as paredes antes de um branco habitualmente incardido. Entrei em paradoxo e comecei a repensar todos os meus simbolismos e dependências e amarras visuais.
Sem nenhuma conclusão, fico com esse meu medinho-gigante de perder as amarras de novo e ganhar o tal atestado de adulto, mas isso é papo para o ano que vem...
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