terça-feira, julho 16, 2013
Inesperado
quinta-feira, abril 04, 2013
Saldo do dia...
domingo, setembro 02, 2012
Tudo novo de novo (Paulinho Moska)
Vamos começar
Colocando um ponto final
Pelo menos já é um sinal
De que tudo na vida tem fim
Vamos acordar
Hoje tem um sol diferente no céu
Gargalhando no seu carrossel
Gritando nada é tão triste assim
É tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos
Vamos celebrar
Nossa própria maneira de ser
Essa luz que acabou de nascer
Quando aquela de trás apagou
E vamos terminar
Inventando uma nova canção
Nem que seja uma outra versão
Pra tentar entender que acabou
Mas é tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos
segunda-feira, julho 02, 2012
Último adeus
A partir de agora
Você me abala
Mas não me anula
Eu já fui embora
E você ainda fala
Que quer que eu te engula
Está confirmado
Nada foi errado
Você é sozinha
Não levei teu ouro
Tao fundamental
Pra vida de rainha
Me deixa viver
É só o que eu te peço
Escute meu último adeus
É assim que eu me despeço
Mas chegou a hora
De acertar as contas
Com a sua própria vida
Se olhar no espelho
E encarar seu medo
Beco sem saída
É... eu sempre escrevi e vivi
Desse jeito cruel:
As mesmas palavras sutis
Sobre o mesmo papel
Me deixa viver
É só o que eu te peço
Escute meu último adeus
É assim que eu me despeço
Me disperso
quinta-feira, junho 21, 2012
Se tudo tanto faz, nada tem finalidade
Então pra quê viver comigo?
Nossa igreja destruída, nossa estrada rachada
Pela grande explosão que pode acontecer no nosso abrigo
Sonhos são como deuses
Quando não se acredita neles, deixam de existir
Lutei por sua alma, mas admito que perdi
Intuir novos mistérios que ficaram escondidos
Naquelas palavras marcadas na sua carta de Adeus
E até na hora de morrer eu não vou me dar por vencido
Porque sei que meus perdões vão estar bem ao lado dos teus
Se já te devo tanto ?
O que fazer com nosso amor
Você me deve mais
Se nossas contas se perderam
Pois já não se pagam
Se nossas noites de amor
Não acordam mais ninguém
O que fazer com nosso amor
Se agora falamos pouco
E o relógio da cozinha a nos contemplar
A qualquer momento as paredes vão ruir
E nada, nada vai sobrar inteiro por aqui
Quem será o último a sair
A porta está aberta, mas não consigo enxergar
Eu sei que também queres partir
O chão está tão perto, mas não consegues caminhar
O que fazer com nosso amor
Se andas com minhas pernas
O que fazer com nosso amor
Se vejo com teus olhos
Um mundo louco e tenso de paixão e medo
Dorme, Amor, nos meus braços
Como se eu fosse o primeiro
segunda-feira, junho 18, 2012
É preciso uma coragem enorme para fazer cada partezinha, cada pilar desse novo mundo. É preciso também humildade para saber que ele não é, como teria desejado Leibniz, o melhor dos mundos possíveis. Mas ele é um mundo. É preciso muito orgulho também, para se defender dos dedos acusadores que dirão "isso não é um mundo", "mas olha como é apenas um rascunho" ou "você não está vendo esses borrões? essas fissuras?". As pessoas dirão muitas coisas e pensarão que não é mundo por não saberem que outro é possível. É preciso tranquilidade e equilíbrio para também não achar que aos outros falta é inventar também o seu mundo. Há mundos que se cruzam. Há pessoas que vivem bem no delas e deixe que fiquem bem por lá.
Há que saber também que os tais pilares serão sempre frágeis, mas que, se usado com cuidado, o tal mundo pode ser usado por uma pessoa durante toda a sua vida - desde que ela saiba que nunca estará pronto e nem por isso desista da tarefa árdua e diária que será fazê-lo. Com perseverança, dizem, cabem dois inquilinos, mas aí, o caso fica mais delicado, pois além de saber do quão interminável é a tarefa, há que saber que cada um está fazendo o seu próprio mundo - apesar de a olhos nus de estranhos pareça tratar-se do mesmo. Há que saber a quantidade de cores que é possível colocar nas paredes e que quando a gente mistura duas diferentes dá uma terceira, que às vezes pode resultar bonito, noutras algo que nenhum dos dois pretendeu. Faz parte da brincadeira o esforço de tirar a tinta - ou pintar por cima, ao gosto do freguês - para fazer tudo de novo.
Para quem não esquece de colocar o ponto final, vale lembrar que é tudo novo de novo.
Aos poucos eu entendo que uma roseira não é uma margarida. Não é uma avenca. Vejo todos os dias que ela é apenas uma roseira. Vejo todos os dias que ela não quer ser nenhuma outra. Vou percebendo que sua finitude não é displicência, não é excesso de água, falta de uísque, de espaço, de terra. Percebo que ela precisa de mim para se alimentar e vejo em seus olhos a gratidão pelos meus cuidados assim tão insistentes, tão diários.
Todos os dias eu acordo cedo e não tardo a pegar o meu regador. Sinto um orgulho enorme de mim mesma ao ver, todas as manhãs, que ela está ali, vivíssima, ávida pelos líquidos que eu puder oferecer no seu tipo preferido de copo. Ela está lá, todas as manhãs. E se morre um pouco por dia é porque morrer de amor é a substância de que a vida é feita.
quinta-feira, novembro 24, 2011
A vontade de férias traz vontade de música, daquela que vem viva e com contorno de sol
De um trato certo com o tempo
Pra que o momento do encontro seja pra dois o exato momento
O amor precisa de sol
E do barulho da chuva
De beijos desesperados
De sonhos trocados da ausência de culpa
E pra você não seja nada disso
Mas eu prometo tentar aprender a te amar do jeito que for preciso
Ele faz que o improvável aconteça
Quando o amor vier não tema, tenha fé
Que ele será seu olhar, esplendor e beleza
E pra você não seja nada disso
Mas eu prometo tentar aprender a te amar do jeito que for preciso
terça-feira, novembro 01, 2011
Não sei onde quero chegar indo a lugar nenhum nem me pergunto mais se eu sei o que é bom para mim se eu sempre caio nas minhas próprias armadilhas.
Repetir repetir repetir até ficar diferente.
segunda-feira, agosto 08, 2011
Antes de começar
Abri janela para o sol entrar
Mas era a chuva que estava por vir
Liguei o radio para disfarçar
Mas não tocou o que eu queria ouvir
Peguei um livro pra me distrair
Mas as palavras não estavam lá
Troquei de roupa pronto pra partir
Mas não consigo sair do lugar
Eu sei
Que já não adianta forçar
Quando um dia termina
Eu sei
Que não há o que se possa mudar
Quando um dia termina
Antes de começar
Antes de começar
Ahhhhhh
Tranquei a porta pra me esconder
Mas escutei batidas no portão
Desci a escada para atender
Mas era só minha imaginação
Fiquei num canto pra ninguém me ver
Mas ao meu lado estava a solidão
Fechei os olhos pra não perceber
Mas ela estava no meu coração
Eu sei
Que já não adianta forçar
Quando um dia termina
Eu sei
Que não há o que se possa mudar
Quando um dia termina
Antes de começar
Antes de começar
Ahhhhhh
Telefonei para um amigo qualquer
Mas do outro lado não encontrei ninguém
Pensei, ok, venha o que vier.
Mas não estava vindo nada bem
Tentei quebrar os santos no altar
Mas me senti um pouco Talibã
Eu quis mandar a casa pelo ar
Mas ela pode voltar amanhã
Eu sei
Que já não adianta forçar
Quando um dia termina
Eu sei
Que não há o que se possa mudar
Quando um dia termina
Antes de começar
segunda-feira, fevereiro 14, 2011
Sinto encanto
Eu não quero nem saber
O que me espera
Eu acelero
Tomo um gole do que eu não conheço
E meu primeiro porre
Será um mistério imenso
Eu vim do avesso
Reverso do que era aceito
Ninguém sabe tudo
Nada é perfeito
Eu escuto fora
Com o ouvido de dentro
Eu me alimento
Do meu silêncio
E canto
Porque sinto um encanto
Sinto e canto