Quando nada faz muito sentido e a gente continua sentindo muita coisa. É tarde pra querer voltar e cedo ainda pra dizer que é. Pois nada é de verdade. Não há nada além de um sussurro escondido, as mesmas - e cada vez mais fundas - três palavras só. E mesmo se fosse só o sol, já seria muito. E a vida breve é mesmo muito bonita e divertida. Mas deixa pra lá se ninguém é tão capaz de entender. Ninguém é tão capaz de se despir de tudo para ser imperdoavelmente feliz. É tudo urgente demais para ser tão breve. Quem inventou o amor, me diz? Quem disse que amor é papai-e-mamãe uma vez por semana debaixo do cobertor? Eu digo que é amor porque eu amo. E ponto final. Quem quiser ouvir, ouça. Quem quiser ficar especulando e perdendo tempo com pequenas coisas... Eu apenas posso lamentar.
Mas é isso mesmo. A vida lá fora tá soprando uma brisa fresca, o tempo me espera, a vida é uma só até que possam provar-me que não. e se quer saber, não faz diferença. Eu já sei o que quero. Quero sempre mais. As malas tão prontas e a vida bate à porta. Esperem um pouco que estou indo lá abrir.
É Carnaval, é carnaval, écarnaval!!!!
Se me deixarem brincar de felicidade, eu juro, hoje saio de nariz pintado.
sexta-feira, fevereiro 24, 2006
domingo, fevereiro 05, 2006
Egocentricity
Um belo dia resolvi mudarE fazer tudo o que eu queria fazer
Me libertei daquela vida vulgar
Que eu levava estando junto a você
E em tudo que eu faço
Existe um porquê
Eu sei que eu nasci
Eu sei que eu nasci pra saber
E fui andando sem pensar em voltar
E sem ligar pro que me aconteceu
Um belo dia vou lhe telefonar
Pra lhe dizer que aquele sonho cresceu
No ar que eu respiro, uu
Eu sinto prazer
De ser quem eu sou
De estar onde estou
Agora só falta você, iê, iê
Agora só falta você, aaa...
Agora só falta você, iê, iê
Agora só falta você, au
Treinando pra quando eu for famosa...(hehe)
Um dia me disseramQue as nuvens não eram de algodão
Um dia me disseram
Que os ventos às vezes erram a direção
E tudo ficou tão claro
Um intervalo na escuridão
Uma estrela de brilho raro
Um disparo pára um coração
A vida imita o vídeo
Garotos inventam um novo inglês
Vivendo num país sedento
Um momento de embriaguez, nós
Somos quem podemos ser
Sonhos que podemos ter
Um dia me disseram
Quem eram os donos da situação
Sem querer eles me deram
As chaves que abrem esta prisão
E tudo ficou tão claro
O que era raro ficou comum
Como um dia depois do outro
Como um dia, um dia comum
A vida imita o vídeo
Garotos inventam um novo inglês
Vivendo num país sedento
Um momento de embriaguez, nós
Somos quem podemos ser
Sonhos que podemos ter
Um dia me disseram
Que as nuvens não eram de algodão
Um dia me disseram
Que os ventos às vezes erram a direção
Quem ocupa o trono tem culpa
Quem oculta o crime também
Quem duvida da vida tem culpa
Quem evita a dúvida também tem, também tem
Somos quem podemos ser
Sonhos que podemos ter
terça-feira, janeiro 31, 2006
Eu acordei um dia e naum havia ninguem ao lado. Meu corpo nem era mais meu, acho que nada havia ali.
Eu fui dormir chorando um dia e acordei querendo acreditar mais em sonhos. O sonho acabou meu bem.
Os dias passaram, os anos passaram e o tal do tempo que me disseram curandeiro perdeu a hora da visita.
Esqueci os cosnelhos antes meus e, diante da dor, continuei deitada esperando sabe deus o que...
Um dia desses, eu espero encontrar explica'caum, mas que seja longe dos encontros casuais que me cortam a alma. Era tudo mentira a minha simpatia. E a gente algumas vezes escuta coisas que cortam a alma sem nenhum barulho, quase sem dar pra notar...
Teve um dia... Eu fiquei com medo de ficar sozinha no escuro e quis voltar para onde as portas trancadas podiam me proteger de mim mesma. Era para termos morrido, era para termos feito TUDO. Mas acabou.
E eh isso mesmo que a vida eh.
"Penso no que vai ficar de mim. Eu soh sei insistir."
Tudo era apenas uma brincadeira e foi crescendo, crescendo, me absorvendo... E de repente eu me vi assim completamente seu.
Vi a minha força amarrada no seu passo.
Vi que sem você não há caminho,eu não me acho.
Vi um grande amor gritar dentro de mim como eu sonhei um dia!
Quando o meu mundo era mais mundo e todo mundo admitia uma mudança muito estranha: mais pureza, mais carinho, mais calma, mais alegria no meu jeito de me dar.
Quando a canção se fez mais clara e mais sentida... Quando a poesia realmente fez folia em minha vida..."Você" veio me falar dessa paixão inesperada por outra pessoa.
Mas não tem revolta não: Eu só quero que você se encontre. Saudade até que é bom, eh melhor que caminhar vazio. A esperança é um dom que eu tenho em mim... Eu tenho sim.
Não tem desespero, não. Você me ensinou milhões de coisas!!!!!! Tenho um sonho em minhas mãos e amanhã será um novo dia e certamente eu serei mais - seremos todos muito mais felizes, certo? - feliz!!!!!!!
Eu fui dormir chorando um dia e acordei querendo acreditar mais em sonhos. O sonho acabou meu bem.
Os dias passaram, os anos passaram e o tal do tempo que me disseram curandeiro perdeu a hora da visita.
Esqueci os cosnelhos antes meus e, diante da dor, continuei deitada esperando sabe deus o que...
Um dia desses, eu espero encontrar explica'caum, mas que seja longe dos encontros casuais que me cortam a alma. Era tudo mentira a minha simpatia. E a gente algumas vezes escuta coisas que cortam a alma sem nenhum barulho, quase sem dar pra notar...
Teve um dia... Eu fiquei com medo de ficar sozinha no escuro e quis voltar para onde as portas trancadas podiam me proteger de mim mesma. Era para termos morrido, era para termos feito TUDO. Mas acabou.
E eh isso mesmo que a vida eh.
"Penso no que vai ficar de mim. Eu soh sei insistir."
Tudo era apenas uma brincadeira e foi crescendo, crescendo, me absorvendo... E de repente eu me vi assim completamente seu.
Vi a minha força amarrada no seu passo.
Vi que sem você não há caminho,eu não me acho.
Vi um grande amor gritar dentro de mim como eu sonhei um dia!
Quando o meu mundo era mais mundo e todo mundo admitia uma mudança muito estranha: mais pureza, mais carinho, mais calma, mais alegria no meu jeito de me dar.
Quando a canção se fez mais clara e mais sentida... Quando a poesia realmente fez folia em minha vida..."Você" veio me falar dessa paixão inesperada por outra pessoa.
Mas não tem revolta não: Eu só quero que você se encontre. Saudade até que é bom, eh melhor que caminhar vazio. A esperança é um dom que eu tenho em mim... Eu tenho sim.
Não tem desespero, não. Você me ensinou milhões de coisas!!!!!! Tenho um sonho em minhas mãos e amanhã será um novo dia e certamente eu serei mais - seremos todos muito mais felizes, certo? - feliz!!!!!!!
Pra quem quiser ler...
Para quem entende que viver pode doer muito.
Para quem entende que sofrer eh essencial em muitos momentos.
Para quem entende - ou tenta entender - que o sofrimento naum eh soh nosso.
Para quem aceita a vida.
Para quem fica inconformado algumas vezes.
Para quem chuta o balde, pula do bonde e faz tudo errado.
Para quem sempre faz a coisa errada.
Para quem erra tentando acertar.
Para quem quebra e pede desculpas.
Para quem tem coragem de voltar atras.
Para quem tem medo da vida.
Para quem tem coragem de enfrentar os medos.
Para quem sabe esperar.
Para quem levanta e vai em frente.
Para quem naum prolonga as coisas.
Para quem tem dois bra'cos paralelos que podem fazer muito.
Para quem tenta aceitar os recome'cos.
Para quem chora sozinho no escuro.
Para quem se conhece e sabe o que naum pode ter.
Para quem quer tudo o que naum pode.
Para sempre.
Quero paz interior.
Para quem entende que sofrer eh essencial em muitos momentos.
Para quem entende - ou tenta entender - que o sofrimento naum eh soh nosso.
Para quem aceita a vida.
Para quem fica inconformado algumas vezes.
Para quem chuta o balde, pula do bonde e faz tudo errado.
Para quem sempre faz a coisa errada.
Para quem erra tentando acertar.
Para quem quebra e pede desculpas.
Para quem tem coragem de voltar atras.
Para quem tem medo da vida.
Para quem tem coragem de enfrentar os medos.
Para quem sabe esperar.
Para quem levanta e vai em frente.
Para quem naum prolonga as coisas.
Para quem tem dois bra'cos paralelos que podem fazer muito.
Para quem tenta aceitar os recome'cos.
Para quem chora sozinho no escuro.
Para quem se conhece e sabe o que naum pode ter.
Para quem quer tudo o que naum pode.
Para sempre.
Quero paz interior.
quinta-feira, janeiro 26, 2006
Sonhos deuses desacreditados -in-existentes
Ela queria uma foto do sol e teve o sol inteirinho pra ela.
Ela podia tocar o feixe de luz e a mente de imagem a podia levar onde quisesse.
Era o que queria. Pensava ser apenas, mas pensar podia ser tudo quando era iludida por pura escolha.
E as letras deviam ser maiores - GARRAFAIS - para fazer tudo grande feito sua alma.
Ela era demasiado piegas, certamente. Mas gostava de ser-se sempre.
Acreditava que nada podia ser irreversivel.
Nada de choro que podemos viver bem.
Nada disso, meu bem, venha e me traga um sorriso daqueles...
Ela podia tocar o feixe de luz e a mente de imagem a podia levar onde quisesse.
Era o que queria. Pensava ser apenas, mas pensar podia ser tudo quando era iludida por pura escolha.
E as letras deviam ser maiores - GARRAFAIS - para fazer tudo grande feito sua alma.
Ela era demasiado piegas, certamente. Mas gostava de ser-se sempre.
Acreditava que nada podia ser irreversivel.
Nada de choro que podemos viver bem.
Nada disso, meu bem, venha e me traga um sorriso daqueles...
sábado, janeiro 21, 2006
Mais do nunca mais o mesmo.

Eu não tenho idade para viver o que ainda não vivi.
Tem muita coisa que fica aqui na cabeça.
Têm dias mágicos para lembrar na vida.
Um samba na guitarra, um mundo na palma das mãos.
Ei, mãe, eu tenho o que na vida por muito tempo foi tudo o que eu queria ter.
Ei, mãe, agora eu estou me sendo sozinha.
Ei, mãe, viver dói.
São coisas terminavelmente lindas que a gente sempre tem.
E desde sempre já sabíamos o que seríamos: eternas lembranças lindas!
Então, vamos pra vida viver.
"Pois sem ti, mesmo sentir, é meio menos."
Então é isso, bem como a gente achou que ia ser.
A vida tão simples é boa - quase sempre.
E quando a gente está contente, nem pensar a gente quer.
Fim. A noite acabou feito gim, espuma branca lavando meus pés.
"Mas as coisas findas - MUITO mais que lindas - essas ficarão!"
E eu vou crescendo, eu vou aprendendo a ser do que me ensinaram. Sem dúvida, se agora eu sigo sozinha é porque aprendi a me bastar. E não aprendi sozinha. Hoje é uma menina-flor de sua beleza única (rara) que sabe um pouco ser mulher. A vida tem seus caminhos estranhos... Eu hoje vou pro lado de lá, mas não levo tudo de mim, deixo boas coisas para lembrar - mesmo que isso às vezes traga lágrimas. Quem sabe um dia desses, num desses encontros casuais...
E do que sobra eu vou levando... Sem nunca esquecer do que sou.
quinta-feira, janeiro 12, 2006
Recanto de madeira ao contraste com o céu nublado
Hoje eu passei por um canto
E achei-o tanto quanto recatado
Eu catei uns muitos prantos
- eles eram tão santos -
Que fiquei envergonhado
Fiquei também certo tempo
Um pouco assim, meio parado
Com cara de abismamento
Por lembrar dessas coisas
Foram tantos momentos
Eu visitei um recanto
Que - penso - ninguém nunca viu
cheguei a pensar em acalanto
Mas tudo mesmo já partiu
Cantei memórias doces
Soltei do cabelo os grampos
Provei mil e um amores
E ainda está lá o canto
Feito uma juventude perdida
Pedindo enquanto eu janto
Que perdeu-se de tão jovem
Feito bebê envolto em manto
E achou-se fora de ordem
Sem querer ordenhar ninguém
Disso ficou uma moça despudorada
Uma louca enrubrescida de ego inflado
Saia curta e roupa íntima
E viver, vale quanto?
Perguntei por aquela menina
Mas o canto era deserto
Tive receio do silêncio
Vi melhor sair de perto
Fui embora sem saber
S'inda mora alguém ali
Sem demora quero ver
Os remorsos que menti
Vida de ventos tantos
Ondas de mar e seus encantos
A madeira escureceu
ou terá sido apenas o céu?
Vejo chuva e nolite aqui
Noite de lua fresca
Onde passeia uma mulher
Meio desacostumada a sê-lo
E ainda sem saber o que é
A menina evoluiu, ficou velha e gasta
Agora, são suas mesmo as rugas alisadas
Os tempos elisados com z
O tempo de tantos anos
Foi ontem, eu sei...
E achei-o tanto quanto recatado
Eu catei uns muitos prantos
- eles eram tão santos -
Que fiquei envergonhado
Fiquei também certo tempo
Um pouco assim, meio parado
Com cara de abismamento
Por lembrar dessas coisas
Foram tantos momentos
Eu visitei um recanto
Que - penso - ninguém nunca viu
cheguei a pensar em acalanto
Mas tudo mesmo já partiu
Cantei memórias doces
Soltei do cabelo os grampos
Provei mil e um amores
E ainda está lá o canto
Feito uma juventude perdida
Pedindo enquanto eu janto
Que perdeu-se de tão jovem
Feito bebê envolto em manto
E achou-se fora de ordem
Sem querer ordenhar ninguém
Disso ficou uma moça despudorada
Uma louca enrubrescida de ego inflado
Saia curta e roupa íntima
E viver, vale quanto?
Perguntei por aquela menina
Mas o canto era deserto
Tive receio do silêncio
Vi melhor sair de perto
Fui embora sem saber
S'inda mora alguém ali
Sem demora quero ver
Os remorsos que menti
Vida de ventos tantos
Ondas de mar e seus encantos
A madeira escureceu
ou terá sido apenas o céu?
Vejo chuva e nolite aqui
Noite de lua fresca
Onde passeia uma mulher
Meio desacostumada a sê-lo
E ainda sem saber o que é
A menina evoluiu, ficou velha e gasta
Agora, são suas mesmo as rugas alisadas
Os tempos elisados com z
O tempo de tantos anos
Foi ontem, eu sei...
terça-feira, janeiro 10, 2006
Pra não dizer que não falei das dores...
Estou trancado em casa e não posso sair
Papai já disse, tenho que passar
Nem música eu não posso mais ouvir
E assim não posso nem me concentrar
Não saco nada de Física
Literatura ou Gramática
Só gosto de Educação Sexual
E eu odeio Química
Não posso nem tentar me divertir
O tempo inteiro eu tenho que estudar
Fico só pensando se vou conseguir
Passar na porra do vestibular
Não saco nada de Física
Literatura ou Gramática
Só gosto de Educação Sexual
E eu odeio Química Química Química
Chegou a nova leva de aprendizes
Chegou a vez do nosso ritual
E se você quiser entrar na tribo
Aqui no nosso Belsen tropical
Ter carro do ano, TV a cores, pagar imposto, ter pistolão
Ter filho na escola, férias na Europa, conta bancária, comprar feijão
Ser responsável, cristão convicto, cidadão modelo, burguês padrão
Você tem que passar no vestibular
Você tem que passar no vestibular
Você tem que passar no vestibular
Você tem que passar no vestibular
Não saco nada de física
Literatura ou Gramática
Só gosto de Educação sexual
E eu odeio Química, Química, Química
Não saco nada de Física
Literatura ou Gramática
Só gosto de Educação sexual
E eu odeio Química, química, química
-----------------------------------------
Sem nunca esquecer da matemática, é claro!!!!
Isso pq ainda nem é vestibular.
Papai já disse, tenho que passar
Nem música eu não posso mais ouvir
E assim não posso nem me concentrar
Não saco nada de Física
Literatura ou Gramática
Só gosto de Educação Sexual
E eu odeio Química
Não posso nem tentar me divertir
O tempo inteiro eu tenho que estudar
Fico só pensando se vou conseguir
Passar na porra do vestibular
Não saco nada de Física
Literatura ou Gramática
Só gosto de Educação Sexual
E eu odeio Química Química Química
Chegou a nova leva de aprendizes
Chegou a vez do nosso ritual
E se você quiser entrar na tribo
Aqui no nosso Belsen tropical
Ter carro do ano, TV a cores, pagar imposto, ter pistolão
Ter filho na escola, férias na Europa, conta bancária, comprar feijão
Ser responsável, cristão convicto, cidadão modelo, burguês padrão
Você tem que passar no vestibular
Você tem que passar no vestibular
Você tem que passar no vestibular
Você tem que passar no vestibular
Não saco nada de física
Literatura ou Gramática
Só gosto de Educação sexual
E eu odeio Química, Química, Química
Não saco nada de Física
Literatura ou Gramática
Só gosto de Educação sexual
E eu odeio Química, química, química
-----------------------------------------
Sem nunca esquecer da matemática, é claro!!!!
Isso pq ainda nem é vestibular.
sexta-feira, janeiro 06, 2006
Se não for isso o que será?
Tem alguma coisa me doendo muito aqui dentro. Como uma saudade antecipada e ao mesmo tempo atrasada. Um saudade que não sabe se deve ser saudade ou nostalgia. Uma saudade buarquiana, que é o pior dos tormentos, pior que sentir o braço ausente. Receio ter finalmente perdido o membro que tanto me disseram que eu perderia. E está sendo tão ou mais difícil do que pensei lidar com as situações que se enrroscam no meu pescoço.
"Aquilo que eu temia aconteceu ou foi só ilusão? Você manchou nós dois e desbotou a cor de um só coração ou anda sozinho me esperando pra dizer coisas de amor?" Pois eu já nem sei mais de mim. E atesto que desisti de saber. Já se dizia que é querer muito querer ser feliz depois de tudo. Viver sem me corta a alma inteira em pedaços que perco de vista. Há caminhos sem volta. "E o que é que a vida fez da nossa vida? E o que que a gente não faz por amor? Também já me esqueci de te esquecer porque o seu desejo é meu maior prazer e o meu destino é querer sempre mais. "
Ora, não sei do meu destino. Meus baratos desatinos de ausência. Ontem fui dormir com medo. Um olhar inesquecível - e lindo - me encarava, sentado numa cadeira de praia. E confundiu todos os meus pensamentos.
Eu bem podia tentar implorar de todos os jeitos e tentar impedir o que mostram os indícios. Eu podia e queria. Mas acho que não cabe a mim. Que fiquem para trás os laços e terminem os ciclos que têm de terminar. Mas como doem os fins!!!! Eu apenas torço para não ser esquecida. Para que sejam lembradas as conversas intensas: "Daqui a vinte anos, casado, longe, sei lá onde... Você ainda vai lembrar de mim?" Lembre como uma lembrança apenas. Mas não esqueça das promessas não cumpridas. O ano leva muitas coisas com ele. Primavera levou tanta coisa consigo. Só não seria capaz de dizer que não sabia. Novos horizontes. "Nossa conta conjunta, de tanta labuta acabou de zerar./ E não precisa voltar para cobrir todos os cheques sem fundo, / pode seguir, viajar o mundo / Enquanto espero seu cartão postal./ (...) E não sobrou nem ficha pra te ligar no Carnaval. / No desse ano vou me vestir de cinza e chorar meu pranto sozinha. / Com cara de quem te espera ainda..."
Queria ter aprendido a não esperar nada da vida. Mas a vida me ensinou que nunca consigo aprender as lições de que mais preciso. Contraditória? Pode até ser. Antes de tudo eu sou eu e acho que vou continuar sendo enquanto conseguir sobreviver. Dói tanto desde que perdi o controle de meus sentimentos...
Primavera se foi e com ela meu amor
Quem me dera poder consertar tudo que eu fiz
O perfume que andava com o vento pelo ar
Primavera soprando pra um caminho mais feliz
Mais feliz, pois a rosa que se esconde
No cabelo mais bonito, é um grito
Quase um mito, uma prova de amor
Primavera se foi, e com ela essa dor
Se alojou no peito devagar
A certeza do amor não me deixa nunca mais
Primavera brilhando em seu olhar
E o olhar que eu guardo na lembrança
Ainda traz a esperança
de te ter ao meu ladinho numa proxima estação
Mais feliz
Mais feliz
"Aquilo que eu temia aconteceu ou foi só ilusão? Você manchou nós dois e desbotou a cor de um só coração ou anda sozinho me esperando pra dizer coisas de amor?" Pois eu já nem sei mais de mim. E atesto que desisti de saber. Já se dizia que é querer muito querer ser feliz depois de tudo. Viver sem me corta a alma inteira em pedaços que perco de vista. Há caminhos sem volta. "E o que é que a vida fez da nossa vida? E o que que a gente não faz por amor? Também já me esqueci de te esquecer porque o seu desejo é meu maior prazer e o meu destino é querer sempre mais. "
Ora, não sei do meu destino. Meus baratos desatinos de ausência. Ontem fui dormir com medo. Um olhar inesquecível - e lindo - me encarava, sentado numa cadeira de praia. E confundiu todos os meus pensamentos.
Eu bem podia tentar implorar de todos os jeitos e tentar impedir o que mostram os indícios. Eu podia e queria. Mas acho que não cabe a mim. Que fiquem para trás os laços e terminem os ciclos que têm de terminar. Mas como doem os fins!!!! Eu apenas torço para não ser esquecida. Para que sejam lembradas as conversas intensas: "Daqui a vinte anos, casado, longe, sei lá onde... Você ainda vai lembrar de mim?" Lembre como uma lembrança apenas. Mas não esqueça das promessas não cumpridas. O ano leva muitas coisas com ele. Primavera levou tanta coisa consigo. Só não seria capaz de dizer que não sabia. Novos horizontes. "Nossa conta conjunta, de tanta labuta acabou de zerar./ E não precisa voltar para cobrir todos os cheques sem fundo, / pode seguir, viajar o mundo / Enquanto espero seu cartão postal./ (...) E não sobrou nem ficha pra te ligar no Carnaval. / No desse ano vou me vestir de cinza e chorar meu pranto sozinha. / Com cara de quem te espera ainda..."
Queria ter aprendido a não esperar nada da vida. Mas a vida me ensinou que nunca consigo aprender as lições de que mais preciso. Contraditória? Pode até ser. Antes de tudo eu sou eu e acho que vou continuar sendo enquanto conseguir sobreviver. Dói tanto desde que perdi o controle de meus sentimentos...
Primavera se foi e com ela meu amor
Quem me dera poder consertar tudo que eu fiz
O perfume que andava com o vento pelo ar
Primavera soprando pra um caminho mais feliz
Mais feliz, pois a rosa que se esconde
No cabelo mais bonito, é um grito
Quase um mito, uma prova de amor
Primavera se foi, e com ela essa dor
Se alojou no peito devagar
A certeza do amor não me deixa nunca mais
Primavera brilhando em seu olhar
E o olhar que eu guardo na lembrança
Ainda traz a esperança
de te ter ao meu ladinho numa proxima estação
Mais feliz
Mais feliz
segunda-feira, janeiro 02, 2006
Do que não me ensinaram...
Os antigos brinquedos da infância,
Num rompante do destino desavisado,
Tornam à lembrança.
Entornam juntos na taça,
Embebem juntos na cerveja,
Esquecem juntos no desabraço...
Retornam antigas promessas,
Reformam as mesmas palavras,
Tocam as mesmas notas
E da noite sem planos
Emerge um sonho por trás da fumaça.
Os sonhos de vinho tinto
Fazem unir os instintos
Que acordam a madrugada,
Mas na hora de redizer o mesmo
- os olhos cheios de vontade -
vão adormecendo em outros olhos...
Ainda há tempo que não vá com os anos?
O vento leva o voto dos santos.
E se não dá para falar em alento,
Nem vou pensar em aliança.
Isso é brincar de fazer verdade
Os sonhos de duas crianças.
-----------------------------------------------------
Sentimentos já subvertidos pelo tempo. Nem dá mais pra voltar atrás. Não dá também para ficar pra sempre nas mesmas frases piegas e sem muito sentido. As condições vão ficando inaceitáveis para a vida. Não adianta fazer dicionários com verbetes atemporais, pois as sensações mudam com o tempo. Tempo é algo difícil demais pra falar. Je suis vraiment desolée. Estou me atualizando, tentando parar de chorar ou ao menos desacostumar com o gosto do meu “mar de lágrimas”. E a vida ainda tem muitas portas para se entrar. E muitas e muitas “meia-hora” para mudar muitas e muitas “minha vida”. É ruim sonhar com coisas que não dá pra saber. É chato isso de o mundo não depender só de mim. Me iludem com a tal autonomia. Estou numa vida que não me permite mais erros e eu não consigo aceitar isso. Eu ainda não descobri nada de verdadeiramente útil.
Descobri que posso viver sem, mas não sei se sem e mesmo viver ou se é só o tal “ir vivendo”. Era tudo o que eu não queria e se eu queria enlouquecer, perdi a única chance. Deixa estar e ser como tem de ser. Tudo no seu devido lugar.
É meu último dia.
Num rompante do destino desavisado,
Tornam à lembrança.
Entornam juntos na taça,
Embebem juntos na cerveja,
Esquecem juntos no desabraço...
Retornam antigas promessas,
Reformam as mesmas palavras,
Tocam as mesmas notas
E da noite sem planos
Emerge um sonho por trás da fumaça.
Os sonhos de vinho tinto
Fazem unir os instintos
Que acordam a madrugada,
Mas na hora de redizer o mesmo
- os olhos cheios de vontade -
vão adormecendo em outros olhos...
Ainda há tempo que não vá com os anos?
O vento leva o voto dos santos.
E se não dá para falar em alento,
Nem vou pensar em aliança.
Isso é brincar de fazer verdade
Os sonhos de duas crianças.
-----------------------------------------------------
Sentimentos já subvertidos pelo tempo. Nem dá mais pra voltar atrás. Não dá também para ficar pra sempre nas mesmas frases piegas e sem muito sentido. As condições vão ficando inaceitáveis para a vida. Não adianta fazer dicionários com verbetes atemporais, pois as sensações mudam com o tempo. Tempo é algo difícil demais pra falar. Je suis vraiment desolée. Estou me atualizando, tentando parar de chorar ou ao menos desacostumar com o gosto do meu “mar de lágrimas”. E a vida ainda tem muitas portas para se entrar. E muitas e muitas “meia-hora” para mudar muitas e muitas “minha vida”. É ruim sonhar com coisas que não dá pra saber. É chato isso de o mundo não depender só de mim. Me iludem com a tal autonomia. Estou numa vida que não me permite mais erros e eu não consigo aceitar isso. Eu ainda não descobri nada de verdadeiramente útil.
Descobri que posso viver sem, mas não sei se sem e mesmo viver ou se é só o tal “ir vivendo”. Era tudo o que eu não queria e se eu queria enlouquecer, perdi a única chance. Deixa estar e ser como tem de ser. Tudo no seu devido lugar.
É meu último dia.
sexta-feira, dezembro 30, 2005
Um fim de ano de balanços e rumos antigos retomados
Entra pela porta da frente
Mas pula para o banco de trás
Abre a janela contente
Pra ver o sol fervendo no ar
E depois que o olhou
Fica sem falar
Escolhe o esmalte meticulosamente
Por ver razões na cor, que irão se explicar
Pra tudo funcionar simplesmente
Como gesto espontâneo, invulgar
E depois da cor
O que virá?
Se o mundo combinar felicidade e tristeza
Dentro do mesmo time
Lugar que não se vá
É o que há pra duvidar
Se é só isso que existe
Vai confirmar o olho que olhou
Ou esperar o sonho
Que ninguém sonhou
Onde você que chegar
Espalha graça ao pleno presente
E mesmo ausente é doce sua falta
Espelho é o mar, o lago, meus dentes
Com um beijo posso ver sua alma
E depois que eu vou
Não vou voltar.
Enorme o seu lugar, quase o vento
Mas é dentro de mim mesmo que cabe
Não há vogais a mais no silêncio
Que morre se faltar a palavra
E depois falou:- preciso mais!
--------------------------------------
Entre por essa porta agora
E diga que me adora
Você tem meia hora
P'ra mudar a minha vida
Vem vambora
Que o que você demora
É o que o tempo leva
Ainda tem o seu perfume pela casa
Ainda tem você na sala
Porque meu coração dispara
Quando tem o seu cheiro
Dentro de um livro
Dentro da noite veloz
Ainda tem o seu perfume pela casa
Ainda tem você na sala
Porque meu coração dispara
Quando tem o seu cheiro
Dentro de um livro
Na cinza das horas
-----------------------------------------
Tenho medo do tempo que não pára e nem volta, mas é sempre cheio de ironias que nos confundem o tempo todo. Um brinde à vida, Bonne Anée pour tous les gens!
Mas pula para o banco de trás
Abre a janela contente
Pra ver o sol fervendo no ar
E depois que o olhou
Fica sem falar
Escolhe o esmalte meticulosamente
Por ver razões na cor, que irão se explicar
Pra tudo funcionar simplesmente
Como gesto espontâneo, invulgar
E depois da cor
O que virá?
Se o mundo combinar felicidade e tristeza
Dentro do mesmo time
Lugar que não se vá
É o que há pra duvidar
Se é só isso que existe
Vai confirmar o olho que olhou
Ou esperar o sonho
Que ninguém sonhou
Onde você que chegar
Espalha graça ao pleno presente
E mesmo ausente é doce sua falta
Espelho é o mar, o lago, meus dentes
Com um beijo posso ver sua alma
E depois que eu vou
Não vou voltar.
Enorme o seu lugar, quase o vento
Mas é dentro de mim mesmo que cabe
Não há vogais a mais no silêncio
Que morre se faltar a palavra
E depois falou:- preciso mais!
--------------------------------------
Entre por essa porta agora
E diga que me adora
Você tem meia hora
P'ra mudar a minha vida
Vem vambora
Que o que você demora
É o que o tempo leva
Ainda tem o seu perfume pela casa
Ainda tem você na sala
Porque meu coração dispara
Quando tem o seu cheiro
Dentro de um livro
Dentro da noite veloz
Ainda tem o seu perfume pela casa
Ainda tem você na sala
Porque meu coração dispara
Quando tem o seu cheiro
Dentro de um livro
Na cinza das horas
-----------------------------------------
Tenho medo do tempo que não pára e nem volta, mas é sempre cheio de ironias que nos confundem o tempo todo. Um brinde à vida, Bonne Anée pour tous les gens!
quarta-feira, dezembro 21, 2005
Desabafo de uma Florzinha amarela que caiu no chão
Eu que falei: "nem pensar..."
Agora me arrependo, roendo as unhas
Frágeis testemunhas
De um crime sem perdão
Mas eu falei sem pensar
Coração na mão, como refrão de bolero
Eu fui sincero
Como não se pode ser
Um erro assim tão vulgar
Nos persegue a noite inteira
E, quando acaba a bebedeira,
Ele consegue nos achar
Num bar
Com um vinho barato
Um cigarro no cinzeiro,
E uma cara embriagada no espelho do banheiro
Teus lábios são labirintos,
Que atraem os meus instintos mais sacanas
Teu olhar sempre distante sempre me engana
Eu entro sempre na tua dança de cigana
Eu que falei: "nem pensar..."
Agora me arrependo, roendo as unhas
Frágeis testemunhas
De um crime sem perdão
Mas eu falei sem pensar
Coração na mão, como refrão de bolero
Eu fui sincero,
Eu fui Sincero
Teus lábios são labirintos
Que atraem os meus instintos mais sacanas
Teu olhar sempre me engana
É o fim do mundo todo dia da semana
-----------------------------
Pra ser sincero eu não espero de você mais do que educação,
Beijos sem paixão, crimes sem castigo, aperto de mãos
Apenas bons amigos...
Pra ser sincero eu não espero que você minta
Não se sinta capaz de enganar
Quem não engana a si mesmo
Nós dois temos os mesmos defeitos
Sabemos tudo a nosso respeito
Somos suspeitos de um crime perfeito,
Mas crimes perfeitos não deixam suspeitos
Pra ser sincero eu não espero de você mais do que educação
Beijos sem paixão, crimes sem castigo,
Aperto de mãos, apenas bons amigos...
Pra ser sincero não espero que você me perdoe
Por ter perdido a calma
Por ter vendido a alma ao diabo
Um dia desses, num desses encontros casuais
Talvez a gente se encontre,
Talvez a gente encontre explicação
Um dia desses num desses encontros casuais
Talvez eu diga, minha amiga,
Pra ser sincero... prazer em vê-la
Até mais...
Nós dois temos os mesmos defeitos
Sabemos tudo a nosso respeito
Somos suspeitos de um crime perfeito
Mas crimes perfeitos não deixam suspeitos.
sexta-feira, dezembro 09, 2005
Lerolero de sentir sem algumas partes...(Putz, q porra eh essa?)
Sem nenhuma vontade de postar, vou tentar escrever um texto inteiro sem nenhuma palavra com acento - e eu nem sei se escreve assim. Parece que vai ser complicado. Ando meio com flores na pele, e mais umas mordidas gigantescas de mosquito. Deveria estar estudando o mosquito nesse exato momento, mas um diferente do tal que me deixou marcas, eu espero. Bem, ando sentindo coisas, provando coisas, partes de meu corpo doem. Ando me doendo muito. Acordando cedo. Ando indo quando fica complicado para voltar e depois ainda levanto pra mais. Coisas e coisas me faltam, coisas e coisas que nem poderiam faltar. Vi gentes contando piadas alegremente e acho que a culpa foi da tv. A professora chorou. Sujeito - a professora. Predicado - chorou. Chorar - verbo intransitivo. Depois? A turma quis ir junto. Quis saber e alguns podiam chorar com ela. Eu tenho um pato de borracha. Gosto de ver gente feliz. Frases toscas e piegas. Adoro a palavra piegas. Odeio celular. Odeio ter comprado um. Lugares. O Rio de Janeiro inteiro pra mim. Cansada com minhas meias 3\4, chorando baixo pelos cantos, por ser uma menina... Era apenas uma menina e eu pagando pelos erros que eu nem sei se eu cometi. Mas fique certa de que na volta ainda vou estar aqui. Sem saber direito como. Com a mesma cara de sono. Os olhos expressivos, os dedos frios e todo o resto. Na boca um copo se der. No peito coisas dessas que nunca podemos dizer. Prometa... Fica alguma coisa por mais que a gente tente negar. Apaguei alguns escritos de mim. Sei apenas ser eu e estou tentando aprender os maises. Sinases. Sinapses. E o que falta? poucos dias e se vai um ano. Tanta coisa...
(Consegui!)
(Consegui!)
quinta-feira, dezembro 01, 2005
Um relato qualquer e meio perdido
Todas as minhas histórias são só começos de uma vida desesperada, só que sem exageros. Gosto de acreditar que existem vírgulas e que nós nunca sabemos colocá-las nos lugares certos. Nunca sabemos viver as experiências do jeito certo, no momento certo. Mas apesar da nossa inexperiência, adquirimos experiências. Estamos sempre aprendendo coisas extremamente úteis para o nosso presente, mas que, infelizmente, já terão perdido a utilidade quando aprendermos.
Um dia me disseram que viver não era crime, que anseios não eram pecados. Um dia me convenceram de que desejo era uma palavra bonita. Disseram-me assim: “Vamos brincar um pouco.” Eu fechei os olhos, joguei fora os medos e perdi o controle. “Vamos fazer um filme” – disseram-me. E de close em close, eu fui perdendo a pose e até sorri feliz, como um dia já disseram. Descobri que a vida é desesperada e, valendo a pena ou não, o que está feito está feito.
Sozinha me descobri pertencente a uma geração que inevitavelmente irá morrer de câncer, então, é preciso mergulhar mais nos prazeres. Aprendi que não dá pra lutar contra o inevitável e que ficar triste por muito tempo não faz poetas, faz gente resmungona e amargurada. Estou tentando ser sincera sem falar demais. Sei que é bom falar o que sente, mas às vezes esperar muda os sentimentos. Me disseram também – mas isso eu ainda não sei – que o tempo é remédio. Só que ele passa tão rápido, leva tanta coisa.
Aos poucos, eu fui criando lembranças só minhas, fazendo meu jeito de ter sempre as pessoas. Fiz uma caixa onde eu me guardo em relíquias sem valor. Vi que valor a gente é que faz e muda. Eu vi que amigos tentam ajudar com seus valores e fazem o que acham que é melhor para nós, e que família depois de um tempo desiste e passa a nos aceitar. Aprendi que culpa pode virar muitas outras coisas e que os fatos crescem e a gente perde o controle da vida.
Eu não sei onde comecei nem onde vou terminar. Um dia eu percebi que estaria sempre no meio. E é bom começar coisas e sonhar coisas mesmo sabendo que sonhos mudam e que não dá tempo de terminar tudo. É bom imaginar mil rumos que poderíamos ter tomado e melhor ainda saber que é impossível saber o rumo que tomaremos. Aprendi que rotina faz falta. Pessoas fazem falta. Objetos fazem falta. Lugares fazem falta. E é tudo saudade irreversível.
Há pessoas que nos deixam felizes apenas por existirem.
A gente ganha e perde o tempo todo, mas a vida não é um jogo. Aprendi que rituais são divertidos e acalmam, religiões sufocam e enlouquecem. Tomar banho é uma das melhores coisas do mundo. Jogos de sedução só valem a pena quando são sinceros. Batalhar por espaço na vida de uma pessoa é angustiante. Ter um espaço na vida de outra pessoa é maravilhoso.
Aprendi que vida não tem moeda. As coisas e pessoas não têm preço. E se nada tem preço, também não existem dívidas e, menos ainda, cobranças. Cobrar é cruel e ser cobrado é ruim. As pessoas têm um espaço que intimidade alguma invade. Desacreditei em fidelidade. Aprendi com uma pessoa muito especial que devemos fazer o que queremos fazer. Devemos aproveitar as chances. Devemos correr atrás dos nossos desejos. Porque desejo é uma palavra linda! E que amor pensa antes no outro, sem deixar de pensar em si, mas levando em consideração a felicidade de ambos. Pois tudo tem dois ou mais lados.
Sei que amor surge com o tempo e vai embora com o tempo. Mas eu não conheço o tempo. Sei que quando se diz: “eu te amo” tem que ser sincero. Não precisa ser recíproco porque amor é egoísta. Mas amor existe. E se não existisse nada valeria a pena e tudo estaria apenas feito. Mas cada amor é de um jeito e cada pessoa acha que seu amor é o verdadeiro. Verdades vêm de muitos lugares. Aprendi que o melhor é amar agora e bem fundo. Estar preparado para tudo. Querer até a raiz do cabelo. Perder até a última lágrima. Esquecer o mundo e suas verdades e suas concepções de amor. Porque amor é dessas coisas que não deviam ser comentadas, discutidas e formatadas. Amor foi feito pra viver e só. Só que é bem melhor se não for só.
Aprendi que chorar faz parte e chorar sempre é drama. Toda intensidade merece uma dose de equilíbrio. Sorrisos e lágrimas têm sua magia.
No fundo todos vivem papéis e representam mil coisas. Só que existem mentiras sinceras. Todos desejamos uma cena pra protagonizar e nem sempre nos basta que a cena pertença só à nossa vida. Queremos sempre muito. Nem sempre temos muito. Nem sempre temos o que queremos. Todos somos muitos. È difícil ser um personagem só. É difícil escolher um caminho só na vida. Correr atrás de desejos é bom. Arrepender-se do que se fez é melhor do que se arrepender do que não fez, pois a vida nos dá álibis. Pessoas nos decepcionam por muitas coisas. Pessoas erram. Decepção é comum e inevitável.
A vida dá voltas que nem sonhamos. Grandes dramas sempre começam com cenas banais que desencadeiam um lindo romance. Mas a vida real não é um livro. Não é um romance. Não é um teatro. As pessoas não são atores. São reais. São imprevisíveis. Sempre. As pessoas são contraditórias e incoerentes. As pessoas são inverossímeis.
Ler é mágico. Sentir é mágico. Vento no rosto é mágico. Beijo na boca é mágico. Sol de fim de tarde aquecendo a pele é mágico. Cerveja gelada no bar com amigos é mágico. Uma boa conversa é mágica. Horizonte é mágico. Nuvem de algodão é mágico. Silêncio cheio de compreensão é mágico. Mudar de humor por causa de uma pessoa é mágico. Fazer outra pessoa mudar de humor é mágico. Sorrir é mágico. Olhar pra baixo de um lugar bem alto é mágico. Ouvir música é mágico. Não ter medo é mágico. Choro compulsivo é mágico. Sorriso sincero é mágico. Andar com o pé na água é mágico. Tomar sorvete na chuva é mágico. Dormir profundamente é mágico. Acordar tarde é mágico. Acordar cedo e de bom humor é mágico. Abraço é mágico. Ter lembranças boas é mágico. Ficar horas sozinho, pensando, é mágico. Ficar horas acompanhado, conversando, é mágico. Ser sincero com alguém é mágico. Ajudar alguém é mágico. Receber ajuda é mágico. Fazer uma coisa porque se quer é mágico. Não fazer alguma coisa que não se quer é mágico. Saber o que quer é mágico. Viver é mágico.
Eu tava pronta pra dizer um monte de coisas e ganhei uma flor para acabar com a minha tristeza.
Um dia me disseram que viver não era crime, que anseios não eram pecados. Um dia me convenceram de que desejo era uma palavra bonita. Disseram-me assim: “Vamos brincar um pouco.” Eu fechei os olhos, joguei fora os medos e perdi o controle. “Vamos fazer um filme” – disseram-me. E de close em close, eu fui perdendo a pose e até sorri feliz, como um dia já disseram. Descobri que a vida é desesperada e, valendo a pena ou não, o que está feito está feito.
Sozinha me descobri pertencente a uma geração que inevitavelmente irá morrer de câncer, então, é preciso mergulhar mais nos prazeres. Aprendi que não dá pra lutar contra o inevitável e que ficar triste por muito tempo não faz poetas, faz gente resmungona e amargurada. Estou tentando ser sincera sem falar demais. Sei que é bom falar o que sente, mas às vezes esperar muda os sentimentos. Me disseram também – mas isso eu ainda não sei – que o tempo é remédio. Só que ele passa tão rápido, leva tanta coisa.
Aos poucos, eu fui criando lembranças só minhas, fazendo meu jeito de ter sempre as pessoas. Fiz uma caixa onde eu me guardo em relíquias sem valor. Vi que valor a gente é que faz e muda. Eu vi que amigos tentam ajudar com seus valores e fazem o que acham que é melhor para nós, e que família depois de um tempo desiste e passa a nos aceitar. Aprendi que culpa pode virar muitas outras coisas e que os fatos crescem e a gente perde o controle da vida.
Eu não sei onde comecei nem onde vou terminar. Um dia eu percebi que estaria sempre no meio. E é bom começar coisas e sonhar coisas mesmo sabendo que sonhos mudam e que não dá tempo de terminar tudo. É bom imaginar mil rumos que poderíamos ter tomado e melhor ainda saber que é impossível saber o rumo que tomaremos. Aprendi que rotina faz falta. Pessoas fazem falta. Objetos fazem falta. Lugares fazem falta. E é tudo saudade irreversível.
Há pessoas que nos deixam felizes apenas por existirem.
A gente ganha e perde o tempo todo, mas a vida não é um jogo. Aprendi que rituais são divertidos e acalmam, religiões sufocam e enlouquecem. Tomar banho é uma das melhores coisas do mundo. Jogos de sedução só valem a pena quando são sinceros. Batalhar por espaço na vida de uma pessoa é angustiante. Ter um espaço na vida de outra pessoa é maravilhoso.
Aprendi que vida não tem moeda. As coisas e pessoas não têm preço. E se nada tem preço, também não existem dívidas e, menos ainda, cobranças. Cobrar é cruel e ser cobrado é ruim. As pessoas têm um espaço que intimidade alguma invade. Desacreditei em fidelidade. Aprendi com uma pessoa muito especial que devemos fazer o que queremos fazer. Devemos aproveitar as chances. Devemos correr atrás dos nossos desejos. Porque desejo é uma palavra linda! E que amor pensa antes no outro, sem deixar de pensar em si, mas levando em consideração a felicidade de ambos. Pois tudo tem dois ou mais lados.
Sei que amor surge com o tempo e vai embora com o tempo. Mas eu não conheço o tempo. Sei que quando se diz: “eu te amo” tem que ser sincero. Não precisa ser recíproco porque amor é egoísta. Mas amor existe. E se não existisse nada valeria a pena e tudo estaria apenas feito. Mas cada amor é de um jeito e cada pessoa acha que seu amor é o verdadeiro. Verdades vêm de muitos lugares. Aprendi que o melhor é amar agora e bem fundo. Estar preparado para tudo. Querer até a raiz do cabelo. Perder até a última lágrima. Esquecer o mundo e suas verdades e suas concepções de amor. Porque amor é dessas coisas que não deviam ser comentadas, discutidas e formatadas. Amor foi feito pra viver e só. Só que é bem melhor se não for só.
Aprendi que chorar faz parte e chorar sempre é drama. Toda intensidade merece uma dose de equilíbrio. Sorrisos e lágrimas têm sua magia.
No fundo todos vivem papéis e representam mil coisas. Só que existem mentiras sinceras. Todos desejamos uma cena pra protagonizar e nem sempre nos basta que a cena pertença só à nossa vida. Queremos sempre muito. Nem sempre temos muito. Nem sempre temos o que queremos. Todos somos muitos. È difícil ser um personagem só. É difícil escolher um caminho só na vida. Correr atrás de desejos é bom. Arrepender-se do que se fez é melhor do que se arrepender do que não fez, pois a vida nos dá álibis. Pessoas nos decepcionam por muitas coisas. Pessoas erram. Decepção é comum e inevitável.
A vida dá voltas que nem sonhamos. Grandes dramas sempre começam com cenas banais que desencadeiam um lindo romance. Mas a vida real não é um livro. Não é um romance. Não é um teatro. As pessoas não são atores. São reais. São imprevisíveis. Sempre. As pessoas são contraditórias e incoerentes. As pessoas são inverossímeis.
Ler é mágico. Sentir é mágico. Vento no rosto é mágico. Beijo na boca é mágico. Sol de fim de tarde aquecendo a pele é mágico. Cerveja gelada no bar com amigos é mágico. Uma boa conversa é mágica. Horizonte é mágico. Nuvem de algodão é mágico. Silêncio cheio de compreensão é mágico. Mudar de humor por causa de uma pessoa é mágico. Fazer outra pessoa mudar de humor é mágico. Sorrir é mágico. Olhar pra baixo de um lugar bem alto é mágico. Ouvir música é mágico. Não ter medo é mágico. Choro compulsivo é mágico. Sorriso sincero é mágico. Andar com o pé na água é mágico. Tomar sorvete na chuva é mágico. Dormir profundamente é mágico. Acordar tarde é mágico. Acordar cedo e de bom humor é mágico. Abraço é mágico. Ter lembranças boas é mágico. Ficar horas sozinho, pensando, é mágico. Ficar horas acompanhado, conversando, é mágico. Ser sincero com alguém é mágico. Ajudar alguém é mágico. Receber ajuda é mágico. Fazer uma coisa porque se quer é mágico. Não fazer alguma coisa que não se quer é mágico. Saber o que quer é mágico. Viver é mágico.
Eu tava pronta pra dizer um monte de coisas e ganhei uma flor para acabar com a minha tristeza.
terça-feira, novembro 29, 2005
Detalhes
| Homenagem a um amigo meu... "Não adianta nem tentar me esquecer durante muito tempo em sua vida eu vou viver Detalhes tão pequenos de nós dois são coisas muito grandes pra esquecer e a toda hora vão estar presentes você vai ver Se um outro cabeludo aparecer na sua rua e isso lhe trouxer saudades minhas, a culpa é sua o ronco barulhento do seu carro a velha calça desbotada ou coisa assim imediatamente você vai lembrar de mim Eu sei que um outro deve estar falando ao seu ouvido palavras de amor como eu falei, mas, eu duvido duvido que ele tenha tanto amor e até os erros do meu português ruim e nessa hora você vai lembrar de mim A noite envolvida no silêncio do seu quarto antes de dormir você procura o meu retrato mas na moldura não sou eu quem lhe sorri mas você vê o meu sorriso mesmo assim e tudo isso vai fazer você lembrar de mim Se alguém tocar seu corpo como eu, não diga nada não vá dizer meu nome sem querer à pessoa errada pensando ter amor nesse momento, desesperada, você tenta até o fim e até nesse momento você vai lembrar de mim Eu sei que esses detalhes vão sumir na longa estrada do tempo que transforma todo amor em quase nada mas quase também é mais um detalhe um grande amor não vai morrer assim por isso, de vez em quando você vai vai lembrar de mim Não adianta nem tentar me esquecer durante muito e muito tempo em sua vida eu vou viver" |
segunda-feira, novembro 21, 2005
Direto do caderno de sorvete - o grande
Eu queria mesmo é saber como foi que tudo começou. Mas o que é tudo? Sem filosofias chavões, lembra? Quando é que foi exatamente que eu me transformei nisso? Ora, se houvesse ponto exato para se tornar qualquer coisa... Eu posso. Entornar minha alma no abismo de uma madrugada até formar uma poça de sangue. Eu poço. O fato, certo ou não, é que acabei ficando assim: desse jeito. Acabei me tornando irremediavelmente e imperdoavelmente eu mesma. Sem saber não fazer uma coisa que quero fazer. Seguindo isso que chamam de impulso ou quem sabe desejo. Inconsequente.
"Uma vez, descobri que a vida é desesperada. Mas vale a pena?" Eu sinceramente não sei. Eu nunca sei. As coisas vão tomando outros rumos, existem ainda mais estradas por aí. E estragos. E estranhos. Como foi surgir essa tal intimidade? Parecem vidas diferentes... Eles também me fizeram. Tem tanta coisa fazendo-me por todos os lados, o tempo todo, e fica impossível determinar com exatidão quem eu sou. Coerção. "Por ser exato..." Eu teria de parar de viver um instante para isso. Morrer? E parece que tudo que eu sou só existe em função de saber quem eu sou - é inútil. e dá-lhe mais filosofia chavão.
É isso aí. Simplesmente sempre diferente dos planos de tantos e tantos anos. De que é feito o pensamento? Sou eu mais uma vez, mais uma noite, sentada sozinha no sofá da sala. Caderno e caneta em mãos. Hoje o som desligado. Sem influências externas. Eu devo ter tido um ponto de partida. Algo como uma molécula dizendo sim à outra. Algo como uma cabeça se apoiando disfarçada na outra. Algo como um telefonema em dia de chuva. - Há histórias com dois começos - Algo como uma conversa determinada, meio por acaso num dia qualquer, buscando um lugar comum. "Vamos fazer um filme?" Eu podia contar a famosa história do elevador - que eu realmente adoro contar - mas assim o início não seria propriamente meu. Coisa de terapeuta tentar buscar tanta origem para as coisas. São só fatos. Quem pediu que explique, porra?
Eu vi um casal trepando na rua de madrugada. Fiquei curiosa pra saber quanto ela cobrava. Acabei não indo ao show. Uma espécie de punição para os meus atos imperdoáveis. Droga. Que merda. Por que a mulher sempre acha que vai salvar o homem? Qual a razão de querermos ser sempre os mais importantes na vida de todo mundo? Não nos chega a nossa? Não. Nunca chega. A alma nunca cabe num corpo só. Puta carência afetiva. O útero é um lugar para onde certamente eu não quero voltar. Também não quero ir pro céu. Mesmo se quisesse, acho que não me deixariam mais. A caligrafia vai ficando assim torta. Queria um dia escrever na velocidade dos meus pensamentos sem ter que pensar mais devagar para isso.
Eita, era pra contar uma história. Os dedos balançando na frente da boca. Não deu para ouvir. É um saco isso de ter que continuar vivendo apesar de. Vontade louca de sumir no mundo, sumir do mapa. Jogar tudo para trás - e não para o alto. De viver a vida como a música do último dia. Mandar o mundo se foder. Ir para um lugar bem longe. Comer todo o chocolate que eu conseguisse.
E se tudo tivesse sido diferente...? Não sei se a vida teria tanta graça se eu naõ fosse uma farsa. Se eu morresse amanhã eu queria... Ah, deixa pra lá os meus quereres. Que merda também isso de a gente não poder mergulhar de cabeça em tudo o que quer. "E se eu fosse o primeiro a voltar pra mudar o que eu fiz? Quem, então, agora eu seria?" Podia ter sido diferente... E nós nunca vamos saber. Não adianta que hoje eu não vou conseguir fugir desses clichês pseudo-filosóficos. Logo que queria tanto fugir de tudo. Eu quero também um dia casar e ter filhos. Afinal, não sou de ferro. Mas acho que se for para engravidar tem que ser uma trepada muito boa pra compensar o parto. Sei lá, também. Não quero nada. O que sei é que a gente muda, vai mudando de sonhos e chega uma hora em que nem percebe, nem lembra. Tenho talento pra ficar calma em horas difíceis, desencanar. Talvez uma predisposição a esperar tudo da vida. Tá dando raiva isso de ver as coisas caindo na rotina e não poder fazer nada. Eu posso. De novo? Pode esperar que da próxima vez vai ser tudo diferente. Eu tô falando pra quem? Isso não vai pra gaveta. Nasci mesmo na contramão. Hoje era eu que queria ser dobrada e guardada na gaveta pra alguém encontrar depois. Amor tem muitos jeitos. Você é pequena ainda pra entender, Eliza. Achei o começo. Foi assim: " - Fizeram-te."
"Uma vez, descobri que a vida é desesperada. Mas vale a pena?" Eu sinceramente não sei. Eu nunca sei. As coisas vão tomando outros rumos, existem ainda mais estradas por aí. E estragos. E estranhos. Como foi surgir essa tal intimidade? Parecem vidas diferentes... Eles também me fizeram. Tem tanta coisa fazendo-me por todos os lados, o tempo todo, e fica impossível determinar com exatidão quem eu sou. Coerção. "Por ser exato..." Eu teria de parar de viver um instante para isso. Morrer? E parece que tudo que eu sou só existe em função de saber quem eu sou - é inútil. e dá-lhe mais filosofia chavão.
É isso aí. Simplesmente sempre diferente dos planos de tantos e tantos anos. De que é feito o pensamento? Sou eu mais uma vez, mais uma noite, sentada sozinha no sofá da sala. Caderno e caneta em mãos. Hoje o som desligado. Sem influências externas. Eu devo ter tido um ponto de partida. Algo como uma molécula dizendo sim à outra. Algo como uma cabeça se apoiando disfarçada na outra. Algo como um telefonema em dia de chuva. - Há histórias com dois começos - Algo como uma conversa determinada, meio por acaso num dia qualquer, buscando um lugar comum. "Vamos fazer um filme?" Eu podia contar a famosa história do elevador - que eu realmente adoro contar - mas assim o início não seria propriamente meu. Coisa de terapeuta tentar buscar tanta origem para as coisas. São só fatos. Quem pediu que explique, porra?
Eu vi um casal trepando na rua de madrugada. Fiquei curiosa pra saber quanto ela cobrava. Acabei não indo ao show. Uma espécie de punição para os meus atos imperdoáveis. Droga. Que merda. Por que a mulher sempre acha que vai salvar o homem? Qual a razão de querermos ser sempre os mais importantes na vida de todo mundo? Não nos chega a nossa? Não. Nunca chega. A alma nunca cabe num corpo só. Puta carência afetiva. O útero é um lugar para onde certamente eu não quero voltar. Também não quero ir pro céu. Mesmo se quisesse, acho que não me deixariam mais. A caligrafia vai ficando assim torta. Queria um dia escrever na velocidade dos meus pensamentos sem ter que pensar mais devagar para isso.
Eita, era pra contar uma história. Os dedos balançando na frente da boca. Não deu para ouvir. É um saco isso de ter que continuar vivendo apesar de. Vontade louca de sumir no mundo, sumir do mapa. Jogar tudo para trás - e não para o alto. De viver a vida como a música do último dia. Mandar o mundo se foder. Ir para um lugar bem longe. Comer todo o chocolate que eu conseguisse.
E se tudo tivesse sido diferente...? Não sei se a vida teria tanta graça se eu naõ fosse uma farsa. Se eu morresse amanhã eu queria... Ah, deixa pra lá os meus quereres. Que merda também isso de a gente não poder mergulhar de cabeça em tudo o que quer. "E se eu fosse o primeiro a voltar pra mudar o que eu fiz? Quem, então, agora eu seria?" Podia ter sido diferente... E nós nunca vamos saber. Não adianta que hoje eu não vou conseguir fugir desses clichês pseudo-filosóficos. Logo que queria tanto fugir de tudo. Eu quero também um dia casar e ter filhos. Afinal, não sou de ferro. Mas acho que se for para engravidar tem que ser uma trepada muito boa pra compensar o parto. Sei lá, também. Não quero nada. O que sei é que a gente muda, vai mudando de sonhos e chega uma hora em que nem percebe, nem lembra. Tenho talento pra ficar calma em horas difíceis, desencanar. Talvez uma predisposição a esperar tudo da vida. Tá dando raiva isso de ver as coisas caindo na rotina e não poder fazer nada. Eu posso. De novo? Pode esperar que da próxima vez vai ser tudo diferente. Eu tô falando pra quem? Isso não vai pra gaveta. Nasci mesmo na contramão. Hoje era eu que queria ser dobrada e guardada na gaveta pra alguém encontrar depois. Amor tem muitos jeitos. Você é pequena ainda pra entender, Eliza. Achei o começo. Foi assim: " - Fizeram-te."
terça-feira, novembro 15, 2005
Auto-justificativa ou um grito pros surdos ou detalhes de minha guerra particular
"Nós dois temos os mesmos defeitos: sabemos tudo a nosso respeito, somos suspeitos de um crime perfeito. Mas crimes perfeitos não deixam suspeitos." E eu fico assim, mão no peito e alma na boca pronta pra cuspir. Fico sentindo seus efeitos... Eu - que já quis esquecer, parar tudo, mergulhar fundo e esperar pra ver no que dá. É fato notório (hehe) que não vai dar em nada. Hoje, depois dos meus maiores êxtases, penso que ISSO é só mais um detalhe, um meio de testar os meus medos ou descair da mesmice que às vezes ameaça aparecer. Você é que está decaindo, mas eu já disse a mim mesma - mais de um milhão de vezes - que vou me desligar desse assunto.
Eu disse um dia que só existe o AGORA, longe disso não pode haver cobrança, pois nunca houve dívida! Isso ainda vale. E se depender de mim, vai valer sempre. Mesmo sabendo que o sempre não existe. É possível voltar atrás de cada passo que se dá, basta ter consciência de que as coisas nunca vão ser iguais ao que eram antes. "Mas no fundo eu nem ligo...Você sempre volta com as mesmas notícias!" Eu tenho a pele quente de uma alma transbordando, prstes a explodir. Às vezes eu penso que seria melhor se eu não soubesse. Depois eu penso em como é mais fácil porque eu sei. Saber ou não saber não faz tanta diferença quanto sentir.
Eu só escrevo para tentar arrancar de mim tudo o que eu quero tanto deixar aqui. É só um jeito de lavar essa ferida que eu quero manter aberta para continuar vivendo com urgência. Mas se não fosse tão igual... Se não fosse tudo tão igual! "Somos íntimos agora." Sempre que eu relembro eu acho tudo tão bonito. Penso que devia agradecer mais vezes. E fico me preocupando tanto com esses fragmentos de vida... Me escondo num papel dobrado que escondo num canto Da gaveta. Vaga-lume. Eu sonhei. Sonhei com uma mulata linda. Sonhei com uma barata e acordei cantando. Sonhei com uma vida normal e até me assustei ao acordar e ver a vida dormindo ao meu lado calada.
"Cada cheiro de vida, cada gosto de vida,
ao passo que me satisfaz
me aumenta a sede e a fome
(...)
Viver é dádiva.
Viver é dívida.
Vem ver a dália.
Viver é dolo.
Viver é dose.
E não é tão clichê quanto parece.
Prece."
Eu tenho uma vida encantada!!! Os silêncios e segredos fazem parte e me temperam nesse encanto. TANTO!
"- Eu tb." !
Nossa.
Um dia eu acordei e tava tudo fora do lugar, mas você não contou uma estória romântica porque o amor na prática é sempre ao contrário. E todas as minhas desculpas e culpas indesculpáveis são só pretextos de uma alma carregada que cospe, vomita, grita e até cala por não ser capaz de chorar suas sinceras-falsas dores.
Eu disse um dia que só existe o AGORA, longe disso não pode haver cobrança, pois nunca houve dívida! Isso ainda vale. E se depender de mim, vai valer sempre. Mesmo sabendo que o sempre não existe. É possível voltar atrás de cada passo que se dá, basta ter consciência de que as coisas nunca vão ser iguais ao que eram antes. "Mas no fundo eu nem ligo...Você sempre volta com as mesmas notícias!" Eu tenho a pele quente de uma alma transbordando, prstes a explodir. Às vezes eu penso que seria melhor se eu não soubesse. Depois eu penso em como é mais fácil porque eu sei. Saber ou não saber não faz tanta diferença quanto sentir.
Eu só escrevo para tentar arrancar de mim tudo o que eu quero tanto deixar aqui. É só um jeito de lavar essa ferida que eu quero manter aberta para continuar vivendo com urgência. Mas se não fosse tão igual... Se não fosse tudo tão igual! "Somos íntimos agora." Sempre que eu relembro eu acho tudo tão bonito. Penso que devia agradecer mais vezes. E fico me preocupando tanto com esses fragmentos de vida... Me escondo num papel dobrado que escondo num canto Da gaveta. Vaga-lume. Eu sonhei. Sonhei com uma mulata linda. Sonhei com uma barata e acordei cantando. Sonhei com uma vida normal e até me assustei ao acordar e ver a vida dormindo ao meu lado calada.
"Cada cheiro de vida, cada gosto de vida,
ao passo que me satisfaz
me aumenta a sede e a fome
(...)
Viver é dádiva.
Viver é dívida.
Vem ver a dália.
Viver é dolo.
Viver é dose.
E não é tão clichê quanto parece.
Prece."
Eu tenho uma vida encantada!!! Os silêncios e segredos fazem parte e me temperam nesse encanto. TANTO!
"- Eu tb." !
Nossa.
Um dia eu acordei e tava tudo fora do lugar, mas você não contou uma estória romântica porque o amor na prática é sempre ao contrário. E todas as minhas desculpas e culpas indesculpáveis são só pretextos de uma alma carregada que cospe, vomita, grita e até cala por não ser capaz de chorar suas sinceras-falsas dores.
domingo, novembro 06, 2005
Esquecendo o post anterior...
| "Vazios são os domingos e eu me escondo no meu mundo." Também tou um pouco vazia por dentro. Meio nublada eu acho. Meu mundo é sempre o mesmo apesar dessas sutis diferenças. A gente vai criando rotinas e quando gosta delas chama de tradição. Mas entre as mesmices contruímos afetos. Algumas coisas ficam pra sempre. E tem outras que a gente sabe que não duram, mas são momentos tão bons que nos fazem crer em eternidade. "- Vamos! Vamos tirar uma foto!" Assim, todo mundo junto, pra tentar reunir esses anos num limite de papel. Isso de tentar escrever faz pensar muito no limite do papel. Eu queria ser uma folha A3 das aulas de arte da oitava série. To começando a ter aquele tipo de saudade de quem já não tem mais, esqueço que ainda me falta um ano de cp2. É bom ouvir as vozes que dão segurança. Acordar e ver que se está exatamente onde queria. Os sussuros distantes de um passado que agora, masi do que nunca, parece ter maturado e se tornado aquilo que sempre sonhamos - a imperdoável felicidade. Mas tudo sempre tem pequenas diferenças que a gente nem percebe. É tudo meio igual. Meu violão é meia-boca. Estou assim, meio desabraçada com vontade de abraçar as pessoas que amo. Bi vem pra cá!!!!! To indo, to indo lá viver. |
Assinar:
Postagens (Atom)


