Páginas

segunda-feira, junho 19, 2006

"Estamos tão ligados, já não temos o que temer"

"Eu vejo que aprendi
O quanto te ensinei
E nos teus braços que ele vai saber
Não há por que voltar
Não penso em te seguir
Não quero mais a tua insensatez
O que fazes sem pensar aprendeste do olhar
E das palavras que guardei prá ti
Não penso em me vingar
Não sou assim
A tua insegurança era por mim
Não basta o compromisso
Vale mais o coração
Já que não me entendes, não me julgues
Não me tentes
O que sabes fazer agora
Veio tudo de nossas horas
Eu não minto, eu não sou assim
Ninguém sabia e ninguém viu
Que eu estava a teu lado então
Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher
Sou minha mãe e minha filha,
Minha irmã, minha menina
Mas sou minha, só minha e não de quem quiser
Sou Deus, tua deusa, meu amor
Alguma coisa aconteceu
Do ventre nasce um novo coração
Não penso em me vingar
Não sou assim
A tua insegurança era por mim
Não basta o compromisso
Vale mais o coração
Ninguém sabia, ninguém viu
Que eu estava ao teu lado então
Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher
Sou minha mãe e minha filha,
Minha irmã, minha menina
Mas sou minha, só minha e não de quem quiser
Sou Deus, tua deusa, meu amor
O que fazes por sonhar
É o mundo que virá prá ti e prá mim
Vamos descobrir o mundo juntos baby
Quero aprender com o teu pequeno grande coração
Meu amor..."

-------------------------------------------------------

"Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir
Ah, se ao te conhecer
Dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir
Se nós nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir
Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu
Como, se na desordem do armário embutido
Teu paletó enlaça o meu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu
Como, se nos amamos feito dois pagãos
Meus seios inda estão nas tuas mãos
Me explica com que cara eu vou sair
Não, acho que estás te fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir."

segunda-feira, junho 05, 2006

"Toda vez que falta luz o invisível no salta aos olhos"

Não dá pra ser eu só por dentro
E fingir que não vem nada de fora
Nem pra fingir que sou o centro
do meu próprio mundo agora
Meu mundo de dentro
não pode sair
Meu mundo de dentro
não quer ver o mundo
não quer ver a vida passar
Meu mundo se tranca
Ele se prende
Toda vez que ele me prende
Só ele sabe o que meu corpo sente
Mas meu mundo não é só meu corpo
Minha alma não ´tá no rosto
exposta a todo olho
Mesmo assim não nego
Algumas vezes, olho no olho
não tem como mentir
E nem quero
Um dia eu aprendi o que quero
Quero ser feliz!

17 anos, aí vou eu!

A partir de agora nada começa com pontos. Eis que uma menina – já não tão menina assim – acorda certo dia e BAM!, há uma mancha vermelha no seu rosto. Sem maiores dramas, sem maiores novidades, simplesmente mais um aniversário. Um ano a mais para ver quando se olha para trás. Menos tempo de vida também, só que sem motivo para depressão por isso. Acima de tudo um dia de sentir-se gostado. Não necessariamente. Parando para pensar... De porta trancada, com som bem alto, aquela tal essência que costuma se esconder da vida social pode aflorar livremente. Isso! Dia de saber um pouco melhor quem se é, o que se quer fazer e o que se quer ser. Se possível, ser a gente mesmo por mais que isso possa parecer grotesco em alguns espelhos.
E que nunca mesmo alguém ouse me dizer que os pedidos de quando se sopra a vela e corta o bolo são bobagens. Pois eu afirmo com toda certeza que se pode ter: eles se realizam! Realizar. Buscar coisas/pessoas que nos façam bem e seguir todas as vontades por apenas um dia. Apenas um dia normal. E o dia passa rápido. São só vinte e quatro horas como todas as outras que temos todos os dias quando acordamos.
A diferença está no fato de que alguém um dia nos disse que esse dia era especial. Todos acreditaram sabe deus porquê. Talvez porque dá muito trabalho viver como se quer ser todos os dias. Só que a vida passa muito rápido...

terça-feira, maio 02, 2006

Boneca de pano

Feita de louça
Torna-se moça
Cresce de repente
Feito sol nascente

Passeia tranquila
Dobrando as esquinas
Dobrando o papel
No meu carrossel

Menina tão doce
Amor, tão amada
Me pede que fosse
De novo apaixonada

Faça o que quiser,
boneca de pano,
te faço mulher
ao som de um piano

Em algum dia de 2003

------------------------------------------------------------------------------------------------------------

14 de abril de 2006

A boneca de pano, de tão remendada, acabou mesmo virando mais que enfeite de prateleira. E olha que ela também nunca teve manual. O som do piano passou sem que ninguém parecesse ouvir... A boneca, ali na rua, anda apressada, embora muito segura, sobre o salto alto. Ela agora se pinta das cores do céu para esconder as marcas do peso dos anos. Mas os anos nem passaram de verdade no relógio... Em contrapartida, a alma vai cheia de rugas, esguia e segura dos modos que tem. Há quem só veja a boneca nua, sussurrando entre sonhos secretos um prazer indescritível.
Outro dia mesmo cruzei com ela na esquina. Parada esperando lhe vir a vida sem saber que esta não vem. Só sabe ir...

segunda-feira, abril 10, 2006

Tudo novo de novo

O meu começo não tem ponto, não tem vírgula e não há de ter nada. Fica eleito o vazio pra meio de transporte. Pois que há sim cura para toda loucura. Há fim para toda dor, assim como também há prazer no sofrimento. E há o medo de envelhecer, medo do tempo passar e tudo ir embora, ou a gente mesmo ir e tudo ficar aqui. Mas a gente se desfaz em mil partes nessa vida, vai deixando por aí caquinhos de nossa essência desnecessária. E da filosofia do nada eu fico com a busca por coisa alguma. A busca. Mas com uma confiançazinha de que encontrando ou não - sabendo que mais provavelmente nada de encontrar - a vida é só o que temos. Pois não dá pra confiar no futuro. Não dá pra confiar que Deus vai mesmo nos levar pro céu só porque mergulhamos num rio, piscina ou molhamos um pouquinho a cabeça. É, não há mesmo garantias. Mas há vontade. E ela pode bastar. Vida besta essa... Afinal, uma hora ou outra a gente acostuma, com vinte um dias vira hábito, e simplesmente vai vivendo. Pois a vida é mesmo simples e mágica. Dói muito às vezes, mas quem foi que disse que a dor não é simples? E sempre passa... Assim como os momentos bons... O que me faz entender certo desgosto com o tempo. Motivo algum para comemorar datas se a certeza do porvir é nada perto das lembranças que nunca hão de voltar. Mesmo assim a gente segue. E vai vivendo...

quarta-feira, abril 05, 2006

O último-primeiro-dia-de-aula de nossas vidas

Com esperança de cura de um suposto e auto-diagnosticado Transtorno Bipolar com quadro agravado de Tripla Personalidade. Por alguns chamado de Frescurite Agudíssima ou Falta de Porrada/Problema Generalizada.

Mas não importa. Tem uma grade impedindo minhas palavras. Há obstáculos impedindo qualquer um de se aproximar fisicamente dessa louca desvairada. Por isso eu explodo. Em tristeza profunda... Mas acalmem-se, eu já pus os remédios no lugar. Não foi dessa vez que entrei pra História.

Nesse exato instante, e desde que acordei, estou eufórica.

Queria dizer muito mais, só que estou sem tempo e afastada das palavras há alguns dias.

segunda-feira, março 27, 2006

Algumas considerações aleatórias sobre a vida

Então um dia eu descobri que queria ajudar os outros. Que queria ensinar-lhes tudo o que pudesse. E para isso é preciso aprender tudo o que puder. E sim, a gente aprende com o que já sabe. Chama lembrar. Redescobrir como verdades coisas que a gente achou que nem valiam mais. Chama origem também. É da onde a gente vem, de tudo o que aprendeu. É de vez em quando lembrar o motivo pelo qual a gente age. Sabe como e porque aprendi um dia cada coisa que sei. E ficar feliz simplesmente com a euforia de tudo que ainda posso aprender. E saber que não vou aprender tudo o que quero. Que algumas lições são difíceis, posso errar muitas vezes, mas desistindo fácil eu não tenho como saber se conseguiria.
Descobri um dia que sempre amei as palavras. A referência mais antiga que tenho de mim mesma é que sempre quis ser bailarina. Não sei o que é ter um pai. Nunca chamei ninguém por essa palavra, mas sei o que é ter várias pessoas tentando me proteger ao mesmo tempo. Cada uma à sua maneira. Talvez por isso eu tenha essa ânsia insaciável por uma liberdade que sequer saberia definir. No fundo, gosto de seer cuidada e protegida, mas prefiro é estar no controle. No entanto, o mundo não cabe nas mãos. Não é sempre que consigo deter tudo com meus dedos, como também não é sempre que quero isso. Devo ser bem frágil, ou melhor, sou frágil. Por isso é preciso ter precaução com os sentimentos, manter certa distância, por segurança. Dos outros também, pois tenho o costume de machucar os outros. Dizer que é sem querer é demasiado piegas. Machuco os outros quando é uma questão de escolher entre a felicidade deles e a minha. Eu geralmente escolho a minha.
Tento parecer forte, só que às vezes é muito difícil. Tenho habituais contradições humanas. Acho que emoções são importantes e devem ser expressadas. De modo algum são sinônimo de fraqueza.
Fico pensando se a sociologia, ao invés de tentar entender o comportamento humano, não o está mecanizando. Sou mecênica às vezes. Conheço bem o gosto de minhas lágrimas por outro lado. Deixamos de ser máquinas quando, no meio do trabalho, nos dá vontade de fazer sexo com a pessoa que amamos. Ou quando no meio do trânsito, atrasados, queremos saber como está um amigo.
Dizem que palavrões não combinam comigo. Mas uma das mais importantes declarações de sentimento que já recebi veio regada deles.
Acho que amor é para poucos. Pois deve ser inteiro, intenso, incondicional. E por mais que a gente não perceba, ele nos desgasta. Com a melhor sensação de desgaste do mundo! Incondicional é uma coisa difícil às vezes. Porque as pessoas que amamos podem nos magoar. Amor é quando a gente sabe que tem razão e mesmo assim pede desculpas. Pois razão não é tão importante quanto o sorriso de alguém. Mas amor termina... Paixão é quando a gente pensa que, se determinada coisa acontecesse, não seria possível parar de remoer. Perdão é uma demonstração de sentimento de superioridade. Deve ser invenção da Igreja. Ninguém tem o direito de dar. Justiça é uma coisa importantíssima, vem de valores coletivos, que devem ser respeitados e periodicamente questionados.
Há uma sensação desesperada do peito que eu chamo êxtase. Ao mesmo tempo em que se quer segurar o mundo, achar que o tem nas mãos. Mãe é uma palavra estranha. Um hábito, uma pessoa pra quem não se tem vergonha de pedir e por quem se deve ter incontável gratidão. Família a gente não escolhe, mas pode conhecer pessoas maravilhosas - que o acaso nunca nos apresentaria - através dela. Pode descobrir o ódio dentro dela também. No mais, a gente vai vivendo.

quinta-feira, março 23, 2006

Não sei dizer...

A vida é espontânea demais pro meu gosto às vezes. Já é bem antiga a história de que não adianta pensar como teria sido, mas muitas vezes é também inevitável. Moulin Rouge. The greatest thing you'll ever learn is just to love and be loved in return. Vontades movem a vida. Pode ser aparentemente impossível aceitar algumas vezes. O que estou pensando? Ah, eu estou acima de tudo vivendo. Eu sei que nos parece um fim dos tempos, mas há muita coisa pior no mundo. Coisas que talvez nem suportássemos. Hoje não há imagens. A gente deixa passar coisas e não adianta chorar depois. Lágrimas são diamantes e diamantes são the girls best friends. Hoje eu acordei com sono e sem vontade de acordar. Meu coração se divide em vários e quem poderá me entender? O Chapolin Colorado.
Eu ontem tive um pesadelo. Ontem à noite eu conheci uma guria que eu já conhecia. Já era tarde, era quase dia. A saudade é arrumar o quarto do filho que já perdi. E passam muitas meias, passam muitas horas. Tanto que chega um dia em que mudar a vida é uma questão de escolha. E abrir mão do que se tem não é opção. Se tudo passa, talvez você passe por aqui e me faça esquecer tudo o que vi.
Hoje eu acordei mais cedo, tomei sozinho o café com guaraná... A canção tocou na hora errada...
E eu já nem sei de que forma mesmo vc foi embora.
Entre por essa porta agora que eu não vou gostar de vc porque sua cara é bonita. O amor é mais que isso. Deixa de bobagem vem cá que eu estou aqui agora. Inteiro, intenso, eterno, pronto pro momento e você cobra. Deixa de tolice é claro e certo e belo como eu quero. O corpo, a alma, a calma, o sonho, o gozo, a dor e agora pára. Será que é tão difícil aceitar o amor como é? E deixar que ele vá e nos leve pra todo lugar... Como aqui. Será melhor deixar essa nuvem passar e você vai saber de onde vim, aonde vou e que eu estou aqui! Nunca foi tarde, começamos o fim, é assim. O melhor pra você, o melhor pra mim. Eu não voltaria mesmo e você bem podia ter ficado aqui. Mas agora é mesmo tarde. Preciso ir.

quinta-feira, março 16, 2006

Quem foi que disse que eu era forte? Nunca pratiquei esporte e nem conheço futebol...


... o meu parceiro sempre foi o travesseiro e eu passo o ano inteiro atrás de um raio de sol. De lutas de alma eu entendo um pouco. Há muito o que fazer no mundo me disseram. E começar por mim, há de se aceitar as diferenças dos outros antes de exigir que aceitem as nossas. Há que se saber que nunca seremos aceitos também. Como disse minha amiga Babs: o negócio é torcer pra não nascer humano da próxima vez. Um belo dia eu resolvi mudar e fazer tudo o que queria fazer. Mesmo assim é ilusão achar que vou me libertar fácil assim da vida vulgar que eu levo. Tudo é tão difícil que eu não vejo a hora disso terminar e virar só uma poesia no meu caderno. Pois quando eu digo só, eu digo só mesmo, porque isso não é nenhum mérito. Outro dia me perguntaram como andava minha produção literária e eu acabei concluindo que o que há de melhor no meu caderno de confidências é a capa mesmo.
Se eu sou uma pessoa interessante? Acho que sim, como qualquer um observado a uma distância segura - como me disseram uma vez. Ai, céus, é difícil isso de ter mil e uma motivações para continuar vivendo. Tava certo quem disse que não haveria ninguém para compreender detalhadamente tudo o que se pensa. Pensar não leva ninguém a lugar nenhum. Imaginar talvez.
Algumas pessoas a gente vê uma vez só na vida e nunca vai esquecer. Alguns acontecimentos deixam marcas profundas na gente. Essa foto aí foi da viagem que fizemos com o colégio, para Paraty, no primeiro ano. Eu lembro bem que esse dia me doeu na alma. A novela nova - por incrível que pareça - resgatou isso em mim. Essa dor atrasada pelo abolicionismo...
Eu que não amo você, envelheci dez anos ou mais nesse último mês.
O amor que eu dei não foi o mesmo que eu vi acabar, o amor só mudou de cor, agora já tá desbotado... Corra lá vem a tristeza atirando pra todos os lados. Pegue o vestido estampado e guarde prum Carnaval, guarde que eu nunca te quis mal. Até um feriado... Não quero te ver, dizem que você não quer mais me olhar. Como velhos desconhecidos, se você não me escuta eu não vou te chamar.
Consideramos justa toda forma de amor - mesmo que não a entendamos.

segunda-feira, março 13, 2006

Daria tudo por meu mundo e nada mais.

Eu vou é forrar as paredes do meu quarto de misérias com manchetes, tragedies e poemès pra ver que toda brincadeira é séria e vou provar pra todo mundo que não existe perdão. Portanto, não há mal nenhum em sermos todos chatos. Tolos em banco de praça, alimentando as ideologias e as baratas poesias alheias. Eu tenho é medo do mais fundo escuro. E – a quem pergunte – me dou muito é bem com a tal solidão. Só que fui descobrindo na vida que sofrer junto pode ser também muito bom.
Um dia esqueceram de me dizer como era ou que tinha que fazer e eu resolvi que nem queria mais fingir que amor não existe. Ora, ele existe. Mas falar de amor é um saco. Então, ir pra vida ou ficar na mesmice do prazer já nem faz diferença, já que se pode ir e vir por direito. E se pode ir mais longe quando se fica quieto, escutando... No mesmo lugar. Todos os dias iguais têm o agravante de serem cotidianamente diferentes e tudo uma hora cansa. E já passa das três. A hora sempre me avança. Agora, eu calo em português errado, imperfeito feito passado.Ai de mim que sou assim. Dói em mim saber de tanta coisa que eu sei. E olha que eu não vi nada ainda... A vida é uma só e nunca saberemos quanto vale. Pra mim, se vale alguma coisa – e disso estou certa – já compensa todos os crimes. “A medida de amar é amar sem medida”.

quarta-feira, março 08, 2006

As vitrines



Eu te vejo sumir por aí
Te avisei que a cidade era um vão
Dá tua mão, olha prá mim
Não faz assim, não vá lá, não
Os letreiros a te colorir
Embaraçam a minha visão
Eu te vi suspirar de aflição
E sair da sessão frouxa de rir
Já te vejo brincando gostando de ser
Tua sombra se multiplicar
Nos teus olhos também posso ver
As vitrines te vendo passar
Na galeria, cada clarão
É como um dia depois de outro dia
Abrindo o salão
Passas em exposição
Passas sem ver teu vigia
Catando a poesia
Que entornas no chão
Já te vejo brincando gostando de ser
Tua sombra se multiplicar
Nos teus olhos também posso ver
As vitrines te vendo passar
Na galeria, cada clarão
É como um dia depois de outro dia
Abrindo o salão
Passas em exposição
Passas sem ver teu vigia
Catando a poesia
Que entornas no chão

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Saindo de malas de um conto de fadas

Quando nada faz muito sentido e a gente continua sentindo muita coisa. É tarde pra querer voltar e cedo ainda pra dizer que é. Pois nada é de verdade. Não há nada além de um sussurro escondido, as mesmas - e cada vez mais fundas - três palavras só. E mesmo se fosse só o sol, já seria muito. E a vida breve é mesmo muito bonita e divertida. Mas deixa pra lá se ninguém é tão capaz de entender. Ninguém é tão capaz de se despir de tudo para ser imperdoavelmente feliz. É tudo urgente demais para ser tão breve. Quem inventou o amor, me diz? Quem disse que amor é papai-e-mamãe uma vez por semana debaixo do cobertor? Eu digo que é amor porque eu amo. E ponto final. Quem quiser ouvir, ouça. Quem quiser ficar especulando e perdendo tempo com pequenas coisas... Eu apenas posso lamentar.
Mas é isso mesmo. A vida lá fora tá soprando uma brisa fresca, o tempo me espera, a vida é uma só até que possam provar-me que não. e se quer saber, não faz diferença. Eu já sei o que quero. Quero sempre mais. As malas tão prontas e a vida bate à porta. Esperem um pouco que estou indo lá abrir.

É Carnaval, é carnaval, écarnaval!!!!

Se me deixarem brincar de felicidade, eu juro, hoje saio de nariz pintado.

domingo, fevereiro 05, 2006

Egocentricity

Um belo dia resolvi mudar
E fazer tudo o que eu queria fazer
Me libertei daquela vida vulgar
Que eu levava estando junto a você
E em tudo que eu faço
Existe um porquê
Eu sei que eu nasci
Eu sei que eu nasci pra saber
E fui andando sem pensar em voltar
E sem ligar pro que me aconteceu
Um belo dia vou lhe telefonar
Pra lhe dizer que aquele sonho cresceu
No ar que eu respiro, uu
Eu sinto prazer
De ser quem eu sou
De estar onde estou
Agora só falta você, iê, iê
Agora só falta você, aaa...
Agora só falta você, iê, iê
Agora só falta você, au

Treinando pra quando eu for famosa...(hehe)

Um dia me disseram
Que as nuvens não eram de algodão
Um dia me disseram
Que os ventos às vezes erram a direção
E tudo ficou tão claro
Um intervalo na escuridão
Uma estrela de brilho raro
Um disparo pára um coração
A vida imita o vídeo
Garotos inventam um novo inglês
Vivendo num país sedento
Um momento de embriaguez, nós
Somos quem podemos ser
Sonhos que podemos ter
Um dia me disseram
Quem eram os donos da situação
Sem querer eles me deram
As chaves que abrem esta prisão
E tudo ficou tão claro
O que era raro ficou comum
Como um dia depois do outro
Como um dia, um dia comum
A vida imita o vídeo
Garotos inventam um novo inglês
Vivendo num país sedento
Um momento de embriaguez, nós
Somos quem podemos ser
Sonhos que podemos ter
Um dia me disseram
Que as nuvens não eram de algodão
Um dia me disseram
Que os ventos às vezes erram a direção
Quem ocupa o trono tem culpa
Quem oculta o crime também
Quem duvida da vida tem culpa
Quem evita a dúvida também tem, também tem
Somos quem podemos ser
Sonhos que podemos ter

Fotos do cabelo novo



terça-feira, janeiro 31, 2006

Eu acordei um dia e naum havia ninguem ao lado. Meu corpo nem era mais meu, acho que nada havia ali.
Eu fui dormir chorando um dia e acordei querendo acreditar mais em sonhos. O sonho acabou meu bem.
Os dias passaram, os anos passaram e o tal do tempo que me disseram curandeiro perdeu a hora da visita.
Esqueci os cosnelhos antes meus e, diante da dor, continuei deitada esperando sabe deus o que...
Um dia desses, eu espero encontrar explica'caum, mas que seja longe dos encontros casuais que me cortam a alma. Era tudo mentira a minha simpatia. E a gente algumas vezes escuta coisas que cortam a alma sem nenhum barulho, quase sem dar pra notar...
Teve um dia... Eu fiquei com medo de ficar sozinha no escuro e quis voltar para onde as portas trancadas podiam me proteger de mim mesma. Era para termos morrido, era para termos feito TUDO. Mas acabou.
E eh isso mesmo que a vida eh.
"Penso no que vai ficar de mim. Eu soh sei insistir."
Tudo era apenas uma brincadeira e foi crescendo, crescendo, me absorvendo... E de repente eu me vi assim completamente seu.
Vi a minha força amarrada no seu passo.
Vi que sem você não há caminho,eu não me acho.
Vi um grande amor gritar dentro de mim como eu sonhei um dia!
Quando o meu mundo era mais mundo e todo mundo admitia uma mudança muito estranha: mais pureza, mais carinho, mais calma, mais alegria no meu jeito de me dar.
Quando a canção se fez mais clara e mais sentida... Quando a poesia realmente fez folia em minha vida..."Você" veio me falar dessa paixão inesperada por outra pessoa.
Mas não tem revolta não: Eu só quero que você se encontre. Saudade até que é bom, eh melhor que caminhar vazio. A esperança é um dom que eu tenho em mim... Eu tenho sim.
Não tem desespero, não. Você me ensinou milhões de coisas!!!!!! Tenho um sonho em minhas mãos e amanhã será um novo dia e certamente eu serei mais - seremos todos muito mais felizes, certo? - feliz!!!!!!!

Pra quem quiser ler...

Para quem entende que viver pode doer muito.
Para quem entende que sofrer eh essencial em muitos momentos.
Para quem entende - ou tenta entender - que o sofrimento naum eh soh nosso.
Para quem aceita a vida.
Para quem fica inconformado algumas vezes.
Para quem chuta o balde, pula do bonde e faz tudo errado.
Para quem sempre faz a coisa errada.
Para quem erra tentando acertar.
Para quem quebra e pede desculpas.
Para quem tem coragem de voltar atras.
Para quem tem medo da vida.
Para quem tem coragem de enfrentar os medos.
Para quem sabe esperar.
Para quem levanta e vai em frente.
Para quem naum prolonga as coisas.
Para quem tem dois bra'cos paralelos que podem fazer muito.
Para quem tenta aceitar os recome'cos.
Para quem chora sozinho no escuro.
Para quem se conhece e sabe o que naum pode ter.
Para quem quer tudo o que naum pode.
Para sempre.
Quero paz interior.

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Sonhos deuses desacreditados -in-existentes

Ela queria uma foto do sol e teve o sol inteirinho pra ela.
Ela podia tocar o feixe de luz e a mente de imagem a podia levar onde quisesse.
Era o que queria. Pensava ser apenas, mas pensar podia ser tudo quando era iludida por pura escolha.
E as letras deviam ser maiores - GARRAFAIS - para fazer tudo grande feito sua alma.
Ela era demasiado piegas, certamente. Mas gostava de ser-se sempre.
Acreditava que nada podia ser irreversivel.
Nada de choro que podemos viver bem.
Nada disso, meu bem, venha e me traga um sorriso daqueles...

sábado, janeiro 21, 2006

Mais do nunca mais o mesmo.


Eu não tenho idade para viver o que ainda não vivi.
Tem muita coisa que fica aqui na cabeça.
Têm dias mágicos para lembrar na vida.
Um samba na guitarra, um mundo na palma das mãos.
Ei, mãe, eu tenho o que na vida por muito tempo foi tudo o que eu queria ter.
Ei, mãe, agora eu estou me sendo sozinha.
Ei, mãe, viver dói.
São coisas terminavelmente lindas que a gente sempre tem.
E desde sempre já sabíamos o que seríamos: eternas lembranças lindas!
Então, vamos pra vida viver.
"Pois sem ti, mesmo sentir, é meio menos."
Então é isso, bem como a gente achou que ia ser.
A vida tão simples é boa - quase sempre.
E quando a gente está contente, nem pensar a gente quer.
Fim. A noite acabou feito gim, espuma branca lavando meus pés.
"Mas as coisas findas - MUITO mais que lindas - essas ficarão!"
E eu vou crescendo, eu vou aprendendo a ser do que me ensinaram. Sem dúvida, se agora eu sigo sozinha é porque aprendi a me bastar. E não aprendi sozinha. Hoje é uma menina-flor de sua beleza única (rara) que sabe um pouco ser mulher. A vida tem seus caminhos estranhos... Eu hoje vou pro lado de lá, mas não levo tudo de mim, deixo boas coisas para lembrar - mesmo que isso às vezes traga lágrimas. Quem sabe um dia desses, num desses encontros casuais...
E do que sobra eu vou levando... Sem nunca esquecer do que sou.