sábado, maio 26, 2007
terça-feira, maio 08, 2007
noite liquefeita
tudo toma forma
do corpo que se deita
na escuridão
escuridão
nenhum olhar aceita
tudo se transforma
numa cama desfeita
na escuridão
escuridão
hora da colheita
pra quem semeou vento
numa cama desfeita
na escuridão
um corpo que se deita
um corpo em tempestade
agora já é tarde
solidão
hora da colheita
pra quem semeou o vento
num corpo que se deita
na solidão
de uma cama desfeita
um corpo em tempestade
agora já é tarde
no inverno fica tarde + cedo
só depois de perder você descobre que era um jogo
um jogo que não acaba nunca, nunca acaba empatado
se foi um jogo, você ganhou: eu perdi a direção
se foi um sonho, se foi o céu, eu não sei
eu que não sei perder, perdi o sono
na escuridão, na escuridão
só depois de perder você descobre que era um jogo
um jogo que não acaba nunca, nunca acaba empatado
se foi um jogo, você ganhou: eu perdi a direção
se foi um sonho, se foi o céu, eu não sei
eu que não sei perder, perdi o medo
da escuridão, da escuridão
segunda-feira, abril 02, 2007
pra alguém ler e chamar de chato
Amassar, tacar num saco
ou enrolar bem fininho
e fumar devagar sob a aurora ou ocaso
Ou esmigalhava em mil milhões de átomos de vida
Punha numa garrafa de uísque vazia
Entornava pra dentro
e de cara lavada
- mas nem tão limpa -
encarava sem poder mutar
o vivo irreversível lá de fora.
sábado, março 24, 2007
3x4
Composição: Humberto Gessinger
Diga a verdade ao menos uma vez na vidaVocê se apaixonou pelos meus erros
Não fique pela metade
Vá em frente, minha amiga
Destrua a razão desse beco sem saída
Diga a verdade
Ponha o dedo na ferida
Você se apaixonou pelos meus erros
Eu perdi as chaves
Mas que cabeça a minha!
Agora vai ter que ser para toda a vida
Somos o que há de melhor
Somos o que dá pra fazer
O que não dá pra evitar
E não se pode escolher
Se eu tivesse a força que você pensa que eu tenho
Eu gravaria no metal da minha pele o teu desenho
Feitos um pro outro... feitos pra durar
Uma luz que não produz
Sombra
Somos o que há de melhor
Somos o que dá pra fazer
O que não dá pra evitar
E não se pode esconder
Nuvem
Composição: (Humberto Gessinger)
Se está com ele está sozinha
e sozinha não quer mais ficar
se está com ele é porque quer
porque não quer mudar
Diga adeus
diga adeus ou não diga nada
diga adeus
se está chegando o fim da linha
'tá na hora de saltar
se está com ele está sozinha
e sozinha não quer mais ficar
diga adeus
diga adeus ou não diga nada
diga adeus
não vá perder a hora certa com a pessoa errada
diga adeus, !adeus!
a vida não pode ser um contagotas na tua mão
chuva que não chove...sol que não sai
a vida não pode ser medida com precisão
motor que não se move...nuvem que não se vai
se está com ele está sozinha
e sozinha não quer mais ficar
se está chegando o fim da linha
'tá na hora de saltar
não vá perder a vida inteira com a pessoa errada
diga adeus, diga adeus
vai chover, vai secar, serão águas passadas
diga adeus, !adeus!
domingo, fevereiro 18, 2007
Mas eu conheço tantas palavras que não sei usar e outras tantas que não conheço. Tem dias que acordo e quero me jogar no lixo. Noutros só quero saber quem sou e de onde vim. Tenho medos e solidões. Tenho desejos e coragem.
Tem dias que acordo e acho que não vale a pena. Já mostrou que não vale. Mas quando vou dormir sempre ardo em desejo. Eu quase nunca entendo - quando estou sozinha - esse vórtice no meu peito. Nunca sei se estou mesmo só ou se posso contar com alguém. Tenho muito o que dizer e niguém para ouvir. Me doem alguns passados. Algumas pessoas, apesar das mágoas, fazem falta. Outras fazem pela distância. E fico achando, só pq não as tenho, que elas seriam as únicas que poderiam compreender. Mas no fundo eu sei que ninguém mesmo entenderia. Porque eu não sei dizer.
Eu me sinto. E longe não sei até onde poderia ir. Sozinha eu não garanto, não sei ficar.
Já tentei desatar os nós, mas meu peito não deixa, acostumou-se a eles. Frouxos e indesatáveis. Angustiantes. Acho que não sei mais ser desse jeito. Às vezes eu acordo assustada e vejo que não tem mesmo nada a ver. Já perdi tudo o que tinha pra perder. E o que eu tenho parece pouco, sempre parece quando vou dormir.
É vc que sempre aparece quando eu penso que já consigo fugir.
Não sei.
Bloco do eu sozinho
Os rios de asfalto não me levam a lugar nenhum. Os mosaicos coloridos da caixa-preta não me ferem nem m falam. A cidade anda calada entre uma e outra marcha. Pinta-se de bolas, confete, serpentina. Põe chapéus coloridos na cabeça vazia. Canta, dança, pula, gira, encanta. eu quieta. Esquecida n'alguma cidade submersa que o meu carnaval não é esse. É mais longe. Meus blocos montam casas, contam outras estórias. Passam alas, muitas casas, avenidas. Reflito no espelho uma tez desconexa, fora de contexto. Sento-me quieta com meus livros, jornais e cadernos - cantando marchas, sambas, marchinhas. E vamos todos na solidão de dia do Rio seco e vazio de gente. Enlouqueço qualquer dia.
sábado, fevereiro 10, 2007
Todos os caminhos levam ao mesmo lugar,
É meu esconderijo, o meu altar,
Quando todo mundo quer me crucificar.
Eu só quero estar com você...
Ficar com você.
Quando o tempo fecha e o céu quer desabar,
Perto do limite, difícil de agüentar,
Eu volto pra casa e te peço pra ficar...
Em silêncio... só ficar...
Eu tenho muitos amigos, tenho discos e livros,
Mas quando eu mais preciso... eu só tenho você.
Tenho sorte e juízo, cartão de crédito e um imenso disco rígido,
Mas quando eu mais preciso... eu só tenho você.
Quando eu mais preciso... ...eu só tenho você.
Tenho a consciência em paz. (só tenho você)
Tenho mais do que eu preciso. (só tenho você)
Mas, se eu preciso de paz, eu só tenho você.
Tenho muito mais dúvidas do que certezas.
Hoje, com certeza, eu só tenho você.
Eu tenho medo de cobras,
Já tive medo do escuro...
Tenho medo de te perder. "
segunda-feira, janeiro 29, 2007
Os meus/Prece
nem tampouco a esperança
Aprendi desde criança
a chorar pra ver se vem
E juro, chorando comovo até deus
Mesmo não sendo mais neném
Sem saber mais dizer amém
De pé, manhazinha no trem
Eu chamo por deus
e juro! ele vem
Não é pq já me achei no lixo
Amei um e outro vício
Que não posso pedir com beicinho
Pode ver, ele cede aos meus caprichos
Já derrubei foi lágrima
Reguei por demais o chão
E quantas vezes de cara lavada
já o vi estender-me a mão
Ele se faz de surdo
e brinca comigo no carnaval
Depois briga comigo
mas traz sempre presente no natal
Não me pede reza
mas no centro da mesa
um brinde ele não despreza
É porque eu sou bem moça
É porque eu to de fossa
e msmo assim faço festa
Toco cá minha bossa
e não há quem comigo possa
Ninguém mais comigo enfeza
Porque eu não sou só eu
Se pisar no meu calo
Se tentar cobrar mais caro
Se der mais de um disparo
Se tocar no meu cigarro
ou pedir mais de um trago
Se bater no meu carro
Ou não pagar o emprestado
ó, que eu abro o berreiro
Posso não ter tanto jeito
Mas comovo até deus
É pq eu sou bem moça
é pq to de fossa
e msm assim faço festa
toco cá minha bossa
e não há quem comigo possa
nem mesmo deus
perdoa, senhor
esqueci de dizer:
é que eu sou ateu.
"Uma palavra sem significado"
o que tranca a porta
ou quem bate nela.
Cansei de esmurrar as pontas
de facas e cigarros,
pois quando vc me aperta
não penso em estar alerta.
E pouco me fodo
pra porta aberta.
Não me interessa mais ouvir
seus discursos e juras,
tampouco a canção no rádio.
Mesmo esmurrando e surrando
qualquer letra que me apareça
fico cá pensando
no quanto não sou mais a mesma...
É só o amor, meu amor;
o pré-amor, o pós-amor.
O amor desarmado, desalmado.
Acho que eu tava procurando um céu
e não vi que eram só paredes azuis.
Depois dos sonhos,
os sonhos ficaram
e os meus escombros se remoldaram.
Os planos foram surgindo
inevitáveis
com o passar dos anos.
Mas, vez ou outra,
numa gota de surto psicótico,
eu vejo quase a contragosto
a canção ainda linda
as juras meio foices
e cada vez mais doces.
O aperto na pele e no peito,
sempre um deleite louco
e sem nenhum receio.
E nossa porta aberta
com desleixo trancada.
sábado, dezembro 02, 2006
A saudade é arrumar o quarto do filho que já perdi...
Me visto de vermelho e ando corajosa pela vida.
Coragem é uma exigência muito cruel.
As vias se cruzam, entrelaçam e descruzam muito rápido ultimamente.
Tenho medo de um dia não dar mais pé.
Eu vi muita coisa passar por aí e acabei me deixando ficar em alguns cantos.
Paredes confortáveis de amarelo-sol.
O tempo não pede licença pra te atropelar, mas ele vira de costas depois que já passou e te dá um tchauzinho irônico.
Já vesti muitas máscaras pelo caminho. E algumas delas deixaram marcas profundas no meu rosto.
Hoje eu me despeço do tempo que já se foi. Lembro de roupas que agora só são lembranças... Guardo memórias e lugares eternos. Fica um monte de conhecimento inútil na cabeça.
E de tudo, conquistei pessoas lindas que o tempo, ainda que afaste, não apaga. Os rostos sorriem lindos nas fotos que eu vou lembrar e guardar.
Passei na rua e alguém chamou: - Pedro II!?
E eu vi que era comigo mesmo...
quarta-feira, novembro 15, 2006
Enquanto eu devia estudar matemática...
Não dá pra fugir disso.
Depois de buscar siriemas
e sanpoernas de menta
eu descubro - não tem jeito -
minha vida é poesia.
Dessas antipoéticas
cheias de coisinhas,
obstáculos chatos,
assim, com um monte de vida no meio.
A montanha canta se você parar para escutar
e as estrelas fazem barulho de sorriso
Não é pra ter explicação
nem pra parecer bonito.
Tem gente que faz aniversário
e pode até ser só por isso
que as coisas caminham pro caminho que precisam seguir
E tudo dá certo no final.
Só que o certo é muitos jeitos.
(OBS: Eu finalmente estou aprendendo a andar com as duas pernas que agora tenho.)
---------------------------------------------------------------
Fora isso,
a saudade é um castigo pior
quando é saudade
da saudade que existia.
Fui tão infinita
quanto o tempo permitiu.
Tenho saudade de ter tempo
correndo solto e sem pressa.
Saudade daquela saudade
que imprensa o peito,
sufoca a alma
e desacaba num suspiro qualquer...
Mas eu há muito sabia
que o tempo não pára
e a saudade, vadia!,
perambula um montão de esquinas
e de tão esguia
me fugiu aos dedos.
Eu, tão menina!,
fiquei esperando alguém me olhar da janela.
sexta-feira, novembro 10, 2006
E a liberdade, quando é que volta?
Houve um tempo em que eu esperava o futuro com ânsia. O porvir - juro! - parecia promissor. Eu já não sei se a vida perdeu a leveza ou se fui eu que aprendi a caminhar com esse ar pesado. O que eu perdi foi aquela noção de liberdade. A liberdade para encarar o mundo. Aceitar que, de um jeito ou de outro, tudo acaba se arranjando.
Eu não cresci, eu não mudei tanto assim. Entretanto, eu não sei mais esperar nada do Natal. Comemoro a Páscoa apenas para dormir. Os aniversários são dolorosos - nunca contem nada daquela esperança leve que eu desejo aos outros. Outro dia me disseram que eu parecia mais velha. Logo eu, uma menininha! O que me pesa nos olhos é a seriedade da vida. A busca de resultados que não vêm. A desesperança dos romances mal resolvidos.
Aliás, eu já me perdi dentro de mim. Perdi a boneca-flor-botão-crescente que olhava pra lua e sabia que viver era mágico e sentia o vento do mar nos olhos e chorava não de vento, mas de emoção transbordante. Nesse tempo, as distâncias pequenas do cotidiano eram passaportes para outros mundos. O peito desparava com qualquer felicidadezinha. Eu tinha refúgios dentro de mim e dos meus caminhos.
Hoje o tempo passou e a vida tá séria.
Tenho muita saudade de mim e dos que me rodeavam - aqueles bons amigos...
sexta-feira, novembro 03, 2006
Um dia em que eu tava transbordando...
Fase de transição e cheia de medos. Eu não sei agora o que eu faço com essas coisas que só ele sabe. Muita falta de vergonha na cara isso.
A cada amor que nasce, brota uma flor na calçada. A cada amor que morre, guarda-se uma pétala seca dentro de um livro. Eu queria saber se só existe mesmo um amor. ("o amor não pode ser um"!) Vi meu amor cair na calçada e alguém passou distraído, pisou. Pena, fosse uma manhã de sol, a flor teria pisado no alguém. Eu não sei, apenas me disseram, que é muito preciso e necessário dizer o q se sente. Mas tem também q dizer o q não sente mais? Alguém distraído pisou na minha flor de amor e, sorrindo de leve, passou quase acanhado.
Garanto que uma flor morreu. Mas também garanto que ela um dia existiu e era a mais linda numa terra sem jardins.
- (frase engasgada.) -
domingo, outubro 22, 2006
Minhas confusões mentais
De quem não quer sofrer
A paixão certeira que nos alcança
Quem poderá prever ?
A profundidade e o envolvimento
Não dá pra controlar
A longevidade do sentimento
Só o tempo dirá
Pode ser uma nova ilusão
Pode ser esse meu coração
Ou será o amor, ou será
Quando a tua boca me rouba um beijo
Sinto meu chão rachar
Amo os teus contornos, em ti me vejo
Dentro de teu olhar
Mas bem lá no fundo me bate um medo
Medo de me entregar
Vem que todo mundo tem um segredo
Me ajuda a desvendar
Pode ser uma nova ilusão
Pode ser esse meu coração
Ou será o amor, ou será
segunda-feira, outubro 16, 2006
Entre murros e aquarelas
Olhar muito de perto enoja,
que nem quando você tem hipermetropia e enfiam um papel bem na sua cara
Fica tontinha
Hoje em dia tudo é arte
O muro torto pintado de piche com um quase menino de fuzil na mão é q não é
Porque ninguém vai tirar uma foto e mandar pra imprensa
Senão era debate com MVBill na TVE
E motivo de revolta, pena! pros jovens idealistas da burguesia
Assim, igualzimquinem eu
Desses que procuram problemas
pra escrever um bonito poema
desses angustiantes
que fazem querer mudar o mundo
acabar com a fome
querem Tanto!
Não, não é qualquer coisa que é poesia
Não é isso que é arte.
Eu vi um menino no muro colorido com um fuzil na mão
E não era bonito
Não era assunto pra um poema
Isso não é poema.
prá Babs
quarta-feira, outubro 04, 2006
Saudade
Porque eu sei que os amigos voam, o tempo passa, a gente cresce, a vida segue.
Ou porque eu to morrendo de saudade da natassja mesmo.
E qnd eu escrevi "ou" quase saiu oui.
Ai, vida...
Mundo mundo vasto mundo.
saudade é um troço bem fundo...
hehe.
terça-feira, setembro 19, 2006
Náusea
Vomitei nosso filho que não tivemos
Nossos sonhos que já morremos
Nossos dias de chuva e sol
Nossas noites de palavras confusas
Vomitei nossa música, seu cabelo, sua guitarra.
As cartas, as frases, os silêncios eternos
Todo aquele escuro
- a luz acesa -
Os sussurros no ouvido.
Guardei mesmo só os olhares criminosos.
O encostar lento de lábios.
Ficaram dentro de mim os gozos e as peles quentes se abraçando.
Afinal, é o que mais vale a pena.
quarta-feira, agosto 09, 2006
Memória Drummoniana
Eu já nem sei
se ainda tem jeito ou terminou
Na minha vida ela marcou
Marcou, marcou
Tudo que ela me deixou
reinou, reinou
De castigo estou
Quando ele vem
ele desarma um coração
Eu fico zen, eu perco o chão
Raiou, raiou
mas voltar atrás não vou
não vou, não vou
Decidida estou
Só sei tudo que sonhei,nela eu encontrei
Se ela não vem,não haverá ninguém
Eu abro mão de amar e querer bem
Eu sei que o tempo vai sarar
Se ele me deixar,posso acostumar
mas essa luz no olhar ...
Eu abro mão de querer bem e amar
Ela voltou
só pra buscar o que restou
Meu coração se iluminou
Raiou, raiou
quando eu vi o meu amor
Raiou, raiou
Já não sei se vou
Bem, - oudeveria dizer mal - a vida nunca é exatamente como a gente quer e isso já é recomendação inicial da bula de nós mesmos. Piora é quando nós começamos a não ser como queríamos, ou quando somos e ser se torna incabível em nossa vidinha provinciana. Saudade é ruim e isso eu já devia saber há muito tempo. Mas não desse jeito, não longe assim... A vida é reticenciosa e estar distraído é elemento essencial para não se perder, só que perder é uma parte de ter. É quando mais se tem vontade e mais se sabe que já teve. Lembrança é pior e melhor que saudade, às vezes é quase um conforto. Porém, confrontos são doloridos e deixam marcas piores do que essas que por aqui já vão sumindo. Estou só como sempre fui. Tenho essa alegria superficial necessária ao convívio social. Mas trago agora também uma inevitável sinceridade resultante dos sofrimentos da vida. Traduzindo: Não pergunta não que é bem capaz de eu responder. Fiz isso hoje. Lágrimas vãs não valem de nada e se preservar um pouco é necessário. Ninguém é forte o tempo todo, mas há quem não o seja em momento algum. Estou precisando de gente, de vida. Precisava de um riso sincero também. MAs o mundo não é sincero, só eu sou e ninguém = ninguém. Seria bom não me escutar, pois estou gritando aqui. Gritando meu silêncio particular. Não sei se dói mais perder perto pra sempre passageiro ou perder longe infinito definitivo quem se ama. Amor vale a pena, mas só enquanto não é passado. Depois fica roxo, verde, escuro até cicatrizar por fora. Mas tem coisas que dentro teimam em não apagar. Agora é a própria menina que paga pelos erros que não cometeu.
segunda-feira, junho 19, 2006
"Estamos tão ligados, já não temos o que temer"
O quanto te ensinei
E nos teus braços que ele vai saber
Não há por que voltar
Não penso em te seguir
Não quero mais a tua insensatez
O que fazes sem pensar aprendeste do olhar
E das palavras que guardei prá ti
Não penso em me vingar
Não sou assim
A tua insegurança era por mim
Não basta o compromisso
Vale mais o coração
Já que não me entendes, não me julgues
Não me tentes
O que sabes fazer agora
Veio tudo de nossas horas
Eu não minto, eu não sou assim
Ninguém sabia e ninguém viu
Que eu estava a teu lado então
Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher
Sou minha mãe e minha filha,
Minha irmã, minha menina
Mas sou minha, só minha e não de quem quiser
Sou Deus, tua deusa, meu amor
Alguma coisa aconteceu
Do ventre nasce um novo coração
Não penso em me vingar
Não sou assim
A tua insegurança era por mim
Não basta o compromisso
Vale mais o coração
Ninguém sabia, ninguém viu
Que eu estava ao teu lado então
Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher
Sou minha mãe e minha filha,
Minha irmã, minha menina
Mas sou minha, só minha e não de quem quiser
Sou Deus, tua deusa, meu amor
O que fazes por sonhar
É o mundo que virá prá ti e prá mim
Vamos descobrir o mundo juntos baby
Quero aprender com o teu pequeno grande coração
Meu amor..."
-------------------------------------------------------
"Ah, se já perdemos a noção da hora
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir
Ah, se ao te conhecer
Dei pra sonhar, fiz tantos desvarios
Rompi com o mundo, queimei meus navios
Me diz pra onde é que inda posso ir
Se nós nas travessuras das noites eternas
Já confundimos tanto as nossas pernas
Diz com que pernas eu devo seguir
Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu
Como, se na desordem do armário embutido
Teu paletó enlaça o meu vestido
E o meu sapato inda pisa no teu
Como, se nos amamos feito dois pagãos
Meus seios inda estão nas tuas mãos
Me explica com que cara eu vou sair
Não, acho que estás te fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir."