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sexta-feira, junho 22, 2007

Simetria ("eternidades da semana")

Também não há como fazer mal
o simples fato de não ser igual:
às vezes o amor amorna,
parece apenas normal.
Não que esfrie, mas
o sangue morno passa mais fácil pela garganta.
Não é porque ganha entorno
que o amor deixa de ser eterno;
pode parecer sangue-frio
o amor-mór ficar normal,
fica leve de levar
e talvez só menos desigual.
Não faz mal o amor-mór
não fazer mal.

Se só deixa de ser metade
(Atinge a meta?)
Se deixa de ser tão inteiro
(Fica mais intenso?)
Se fica mais inteiro
(E menos tenso?)

[Nós ficamos mais inteiros
quando não somos Nós
Nós ficamos mais intensos
quando somos só nós mesmos
- nós só somos Nós quando estamos sós]

NÃO SE MORRE MAIS DE AMOR!
- Porque a partir de agora
não há mais ressurreição -

O amor-mór
nunca se quis eterno.
Morre o amor,
ficam os sentimentos ternos.
O amor-mór
nunca pretendeu herdeiros.
Amputam uma metade,
deixam antigos meios.
Puta com as pretensas perfeições
prorrogadas do pretérito,
até as feições mudam
diante dos mesmos fatos.
Fetos de um velho sonho,
viga do amor de aço!
Diante do amor-mór,
eu me nego e me amordaço.

segunda-feira, junho 18, 2007

Há mistério em quase tudo...

O que não tem explicação, ninguém precisa explicar.
E as coisas findas?
E as coisas findas?
E as coisas findas?
Eu sei das infinitas,
que fincam
e ficarão.
Talvez a eternidade exista.

quinta-feira, junho 07, 2007

Não sei não...

Uma vez, há alguns anos, alguém me disse pra ter cuidado e não perder. Mas acho que foi inevitável. Excesso de vida talvez. Sabino já disse, dizendo o que um outro que eu nem lembro havia dito, pra escrever é preciso abdicar da vida. E eu prefiro pensar assim. Não é falta de talento, vontade ou o que quer que seja, apenas excesso de vida. Só uma escolha a mais movendo as engrenagens inúmeras que constroem o destino. Às vezes eu paro pra pensar e não me arrependo das escolhas que eu fiz pelo caminho. "Mínimas vírgulas de uma vida enorme"!
"O mundo é bão, Sebastião"!


...e meu também...

terça-feira, maio 08, 2007

Escuridão
noite liquefeita
tudo toma forma
do corpo que se deita
na escuridão

escuridão
nenhum olhar aceita
tudo se transforma
numa cama desfeita
na escuridão

escuridão
hora da colheita
pra quem semeou vento
numa cama desfeita
na escuridão
um corpo que se deita
um corpo em tempestade
agora já é tarde

solidão
hora da colheita
pra quem semeou o vento
num corpo que se deita
na solidão
de uma cama desfeita
um corpo em tempestade
agora já é tarde

no inverno fica tarde + cedo
só depois de perder você descobre que era um jogo
um jogo que não acaba nunca, nunca acaba empatado
se foi um jogo, você ganhou: eu perdi a direção
se foi um sonho, se foi o céu, eu não sei
eu que não sei perder, perdi o sono
na escuridão, na escuridão
só depois de perder você descobre que era um jogo
um jogo que não acaba nunca, nunca acaba empatado
se foi um jogo, você ganhou: eu perdi a direção
se foi um sonho, se foi o céu, eu não sei
eu que não sei perder, perdi o medo
da escuridão, da escuridão

segunda-feira, abril 02, 2007

Se pudesse tornava a minha vida um poema curto
pra alguém ler e chamar de chato
Amassar, tacar num saco
ou enrolar bem fininho
e fumar devagar sob a aurora ou ocaso
Ou esmigalhava em mil milhões de átomos de vida
Punha numa garrafa de uísque vazia
Entornava pra dentro
e de cara lavada
- mas nem tão limpa -
encarava sem poder mutar
o vivo irreversível lá de fora.

sábado, março 24, 2007

3x4

Composição: Humberto Gessinger

Diga a verdade ao menos uma vez na vida
Você se apaixonou pelos meus erros
Não fique pela metade
Vá em frente, minha amiga
Destrua a razão desse beco sem saída

Diga a verdade
Ponha o dedo na ferida
Você se apaixonou pelos meus erros
Eu perdi as chaves
Mas que cabeça a minha!
Agora vai ter que ser para toda a vida

Somos o que há de melhor
Somos o que dá pra fazer

O que não dá pra evitar
E não se pode escolher

Se eu tivesse a força que você pensa que eu tenho
Eu gravaria no metal da minha pele o teu desenho
Feitos um pro outro... feitos pra durar
Uma luz que não produz
Sombra

Somos o que há de melhor
Somos o que dá pra fazer

O que não dá pra evitar
E não se pode esconder

Nuvem

Composição: (Humberto Gessinger)

Se está com ele está sozinha
e sozinha não quer mais ficar
se está com ele é porque quer
porque não quer mudar

Diga adeus
diga adeus ou não diga nada
diga adeus

se está chegando o fim da linha
'tá na hora de saltar
se está com ele está sozinha
e sozinha não quer mais ficar

diga adeus
diga adeus ou não diga nada
diga adeus

não vá perder a hora certa com a pessoa errada
diga adeus, !adeus!


a vida não pode ser um contagotas na tua mão

chuva que não chove...sol que não sai
a vida não pode ser medida com precisão
motor que não se move...nuvem que não se vai

se está com ele está sozinha
e sozinha não quer mais ficar
se está chegando o fim da linha
'tá na hora de saltar

não vá perder a vida inteira com a pessoa errada
diga adeus, diga adeus

vai chover, vai secar, serão águas passadas
diga adeus, !adeus!

domingo, fevereiro 18, 2007

Ando precisando de amigos. Estou carente, ando down, à flor da pele e às vezes esqueço como sempre fui passional. Minha vida não me cabe e ao mesmo tempo sobra muito espaço. Minha casa me engole e me sufoca. Minha garganta tem um nó que de jeito algum desata. Numa palavra: triste.
Mas eu conheço tantas palavras que não sei usar e outras tantas que não conheço. Tem dias que acordo e quero me jogar no lixo. Noutros só quero saber quem sou e de onde vim. Tenho medos e solidões. Tenho desejos e coragem.
Tem dias que acordo e acho que não vale a pena. Já mostrou que não vale. Mas quando vou dormir sempre ardo em desejo. Eu quase nunca entendo - quando estou sozinha - esse vórtice no meu peito. Nunca sei se estou mesmo só ou se posso contar com alguém. Tenho muito o que dizer e niguém para ouvir. Me doem alguns passados. Algumas pessoas, apesar das mágoas, fazem falta. Outras fazem pela distância. E fico achando, só pq não as tenho, que elas seriam as únicas que poderiam compreender. Mas no fundo eu sei que ninguém mesmo entenderia. Porque eu não sei dizer.
Eu me sinto. E longe não sei até onde poderia ir. Sozinha eu não garanto, não sei ficar.
Já tentei desatar os nós, mas meu peito não deixa, acostumou-se a eles. Frouxos e indesatáveis. Angustiantes. Acho que não sei mais ser desse jeito. Às vezes eu acordo assustada e vejo que não tem mesmo nada a ver. Já perdi tudo o que tinha pra perder. E o que eu tenho parece pouco, sempre parece quando vou dormir.
É vc que sempre aparece quando eu penso que já consigo fugir.
Não sei.

Bloco do eu sozinho

É Carnaval... As ruas sabem, vazias de gente, repletas de folia. Fuligem nos olhos de vento no rosto, sol também. Uma angústia gritante no peito. Vontade de gritar gritos de desespero invés dos confetes. Batidas no ouvido. Abram alas que eu não guardei nada pro Carnaval. Não pintei o rosto, não ficou nem um resto, não me vesti de cinza. Passou. Não vi tequila nem vinho. Não tem cor alguma na minha avenida.
Os rios de asfalto não me levam a lugar nenhum. Os mosaicos coloridos da caixa-preta não me ferem nem m falam. A cidade anda calada entre uma e outra marcha. Pinta-se de bolas, confete, serpentina. Põe chapéus coloridos na cabeça vazia. Canta, dança, pula, gira, encanta. eu quieta. Esquecida n'alguma cidade submersa que o meu carnaval não é esse. É mais longe. Meus blocos montam casas, contam outras estórias. Passam alas, muitas casas, avenidas. Reflito no espelho uma tez desconexa, fora de contexto. Sento-me quieta com meus livros, jornais e cadernos - cantando marchas, sambas, marchinhas. E vamos todos na solidão de dia do Rio seco e vazio de gente. Enlouqueço qualquer dia.

sábado, fevereiro 10, 2007

"Sempre que eu preciso me desconectar
Todos os caminhos levam ao mesmo lugar,
É meu esconderijo, o meu altar,
Quando todo mundo quer me crucificar.
Eu só quero estar com você...
Ficar com você.
Quando o tempo fecha e o céu quer desabar,
Perto do limite, difícil de agüentar,
Eu volto pra casa e te peço pra ficar...
Em silêncio... só ficar...
Eu tenho muitos amigos, tenho discos e livros,
Mas quando eu mais preciso... eu só tenho você.
Tenho sorte e juízo, cartão de crédito e um imenso disco rígido,
Mas quando eu mais preciso... eu só tenho você.
Quando eu mais preciso... ...eu só tenho você.
Tenho a consciência em paz. (só tenho você)
Tenho mais do que eu preciso. (só tenho você)
Mas, se eu preciso de paz, eu só tenho você.
Tenho muito mais dúvidas do que certezas.
Hoje, com certeza, eu só tenho você.
Eu tenho medo de cobras,
Já tive medo do escuro...
Tenho medo de te perder. "

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Os meus/Prece

Não perdi ainda o chão
nem tampouco a esperança
Aprendi desde criança
a chorar pra ver se vem
E juro, chorando comovo até deus
Mesmo não sendo mais neném
Sem saber mais dizer amém
De pé, manhazinha no trem
Eu chamo por deus
e juro! ele vem
Não é pq já me achei no lixo
Amei um e outro vício
Que não posso pedir com beicinho
Pode ver, ele cede aos meus caprichos
Já derrubei foi lágrima
Reguei por demais o chão
E quantas vezes de cara lavada
já o vi estender-me a mão
Ele se faz de surdo
e brinca comigo no carnaval
Depois briga comigo
mas traz sempre presente no natal
Não me pede reza
mas no centro da mesa
um brinde ele não despreza
É porque eu sou bem moça
É porque eu to de fossa
e msmo assim faço festa
Toco cá minha bossa
e não há quem comigo possa
Ninguém mais comigo enfeza
Porque eu não sou só eu
Se pisar no meu calo
Se tentar cobrar mais caro
Se der mais de um disparo
Se tocar no meu cigarro
ou pedir mais de um trago
Se bater no meu carro
Ou não pagar o emprestado
ó, que eu abro o berreiro
Posso não ter tanto jeito
Mas comovo até deus
É pq eu sou bem moça
é pq to de fossa
e msm assim faço festa
toco cá minha bossa
e não há quem comigo possa
nem mesmo deus
perdoa, senhor
esqueci de dizer:
é que eu sou ateu.

"Uma palavra sem significado"

Hoje já pouco importa
o que tranca a porta
ou quem bate nela.
Cansei de esmurrar as pontas
de facas e cigarros,
pois quando vc me aperta
não penso em estar alerta.
E pouco me fodo
pra porta aberta.
Não me interessa mais ouvir
seus discursos e juras,
tampouco a canção no rádio.
Mesmo esmurrando e surrando
qualquer letra que me apareça
fico cá pensando
no quanto não sou mais a mesma...
É só o amor, meu amor;
o pré-amor, o pós-amor.
O amor desarmado, desalmado.
Acho que eu tava procurando um céu
e não vi que eram só paredes azuis.
Depois dos sonhos,
os sonhos ficaram
e os meus escombros se remoldaram.
Os planos foram surgindo
inevitáveis
com o passar dos anos.

Mas, vez ou outra,
numa gota de surto psicótico,
eu vejo quase a contragosto
a canção ainda linda
as juras meio foices
e cada vez mais doces.
O aperto na pele e no peito,
sempre um deleite louco
e sem nenhum receio.
E nossa porta aberta
com desleixo trancada.

sábado, dezembro 02, 2006

A saudade é arrumar o quarto do filho que já perdi...

Eu tenho tido muitos sonhos perigosos.
Me visto de vermelho e ando corajosa pela vida.
Coragem é uma exigência muito cruel.

As vias se cruzam, entrelaçam e descruzam muito rápido ultimamente.
Tenho medo de um dia não dar mais pé.
Eu vi muita coisa passar por aí e acabei me deixando ficar em alguns cantos.
Paredes confortáveis de amarelo-sol.
O tempo não pede licença pra te atropelar, mas ele vira de costas depois que já passou e te dá um tchauzinho irônico.
Já vesti muitas máscaras pelo caminho. E algumas delas deixaram marcas profundas no meu rosto.
Hoje eu me despeço do tempo que já se foi. Lembro de roupas que agora só são lembranças... Guardo memórias e lugares eternos. Fica um monte de conhecimento inútil na cabeça.
E de tudo, conquistei pessoas lindas que o tempo, ainda que afaste, não apaga. Os rostos sorriem lindos nas fotos que eu vou lembrar e guardar.
Passei na rua e alguém chamou: - Pedro II!?
E eu vi que era comigo mesmo...

quarta-feira, novembro 15, 2006

Enquanto eu devia estudar matemática...

A minha vida é um poema!
Não dá pra fugir disso.
Depois de buscar siriemas
e sanpoernas de menta
eu descubro - não tem jeito -
minha vida é poesia.
Dessas antipoéticas
cheias de coisinhas,
obstáculos chatos,
assim, com um monte de vida no meio.
A montanha canta se você parar para escutar
e as estrelas fazem barulho de sorriso
Não é pra ter explicação
nem pra parecer bonito.
Tem gente que faz aniversário
e pode até ser só por isso
que as coisas caminham pro caminho que precisam seguir
E tudo dá certo no final.
Só que o certo é muitos jeitos.


(OBS: Eu finalmente estou aprendendo a andar com as duas pernas que agora tenho.)


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Fora isso,
a saudade é um castigo pior
quando é saudade
da saudade que existia.
Fui tão infinita
quanto o tempo permitiu.
Tenho saudade de ter tempo
correndo solto e sem pressa.
Saudade daquela saudade
que imprensa o peito,
sufoca a alma
e desacaba num suspiro qualquer...
Mas eu há muito sabia
que o tempo não pára
e a saudade, vadia!,
perambula um montão de esquinas
e de tão esguia
me fugiu aos dedos.
Eu, tão menina!,
fiquei esperando alguém me olhar da janela.

sexta-feira, novembro 10, 2006

E a liberdade, quando é que volta?

Houve um tempo em que eu esperava o futuro com ânsia. O porvir - juro! - parecia promissor.
Eu já não sei se a vida perdeu a leveza ou se fui eu que aprendi a caminhar com esse ar pesado. O que eu perdi foi aquela noção de liberdade. A liberdade para encarar o mundo. Aceitar que, de um jeito ou de outro, tudo acaba se arranjando.
Eu não cresci, eu não mudei tanto assim. Entretanto, eu não sei mais esperar nada do Natal. Comemoro a Páscoa apenas para dormir. Os aniversários são dolorosos - nunca contem nada daquela esperança leve que eu desejo aos outros. Outro dia me disseram que eu parecia mais velha. Logo eu, uma menininha! O que me pesa nos olhos é a seriedade da vida. A busca de resultados que não vêm. A desesperança dos romances mal resolvidos.
Aliás, eu já me perdi dentro de mim. Perdi a boneca-flor-botão-crescente que olhava pra lua e sabia que viver era mágico e sentia o vento do mar nos olhos e chorava não de vento, mas de emoção transbordante. Nesse tempo, as distâncias pequenas do cotidiano eram passaportes para outros mundos. O peito desparava com qualquer felicidadezinha. Eu tinha refúgios dentro de mim e dos meus caminhos.
Hoje o tempo passou e a vida tá séria.

Tenho muita saudade de mim e dos que me rodeavam - aqueles bons amigos...


sexta-feira, novembro 03, 2006

Um dia em que eu tava transbordando...

Lula eleito. Sérgio Cabral também. Fotos. Fotos. Fotos. Francês. Pedro Correa do Lago. E eu - mesmo sem números - aqui sangrando. Hoje a comida não tinha gosto e eu pensei por um momento que eu nem tivesse vida. Meu Deus! Eu tenho uma vida inteira pra arrumar. Estive de luto. En français je ne peux pas utiliser le verbe sans le pronom. Respeito. Perspectiva. Colapso. Não amo ninguém, parece incrível! E não há um vazio fundo e doloroso, em lugar disso, uma urgência menor de sofrer. Nem por isso o peito desacelarou de vez, a vida ainda brilha intensa em mim. Uma vez aprendi que todo aprendizado é eterno. Aprendi também que o desespero da vida vale e muito a pena, e que tudo tem o seu tempo. O tempo arde. E quanto dele a gente já perdeu... Tantas frases engasgadas. Paixãozinha. Agora sim o presente parece ter se tornado passado. Juro que vi um ponto final, a princípio tímido, mas mais um pouco acaba até um capítulo. E eu juro que guardo ele com carinho na gaveta.

Fase de transição e cheia de medos. Eu não sei agora o que eu faço com essas coisas que só ele sabe. Muita falta de vergonha na cara isso.

A cada amor que nasce, brota uma flor na calçada. A cada amor que morre, guarda-se uma pétala seca dentro de um livro. Eu queria saber se só existe mesmo um amor. ("o amor não pode ser um"!) Vi meu amor cair na calçada e alguém passou distraído, pisou. Pena, fosse uma manhã de sol, a flor teria pisado no alguém. Eu não sei, apenas me disseram, que é muito preciso e necessário dizer o q se sente. Mas tem também q dizer o q não sente mais? Alguém distraído pisou na minha flor de amor e, sorrindo de leve, passou quase acanhado.

Garanto que uma flor morreu. Mas também garanto que ela um dia existiu e era a mais linda numa terra sem jardins.

- (frase engasgada.) -

domingo, outubro 22, 2006

Minhas confusões mentais

Já me acostumei na insegurança
De quem não quer sofrer
A paixão certeira que nos alcança
Quem poderá prever ?
A profundidade e o envolvimento
Não dá pra controlar
A longevidade do sentimento
Só o tempo dirá
Pode ser uma nova ilusão
Pode ser esse meu coração
Ou será o amor, ou será
Quando a tua boca me rouba um beijo
Sinto meu chão rachar
Amo os teus contornos, em ti me vejo
Dentro de teu olhar
Mas bem lá no fundo me bate um medo
Medo de me entregar
Vem que todo mundo tem um segredo
Me ajuda a desvendar
Pode ser uma nova ilusão
Pode ser esse meu coração
Ou será o amor, ou será

segunda-feira, outubro 16, 2006

Entre murros e aquarelas

Pensar nas pessoas é ruim
Olhar muito de perto enoja,
que nem quando você tem hipermetropia e enfiam um papel bem na sua cara
Fica tontinha
Hoje em dia tudo é arte
O muro torto pintado de piche com um quase menino de fuzil na mão é q não é
Porque ninguém vai tirar uma foto e mandar pra imprensa
Senão era debate com MVBill na TVE
E motivo de revolta, pena! pros jovens idealistas da burguesia
Assim, igualzimquinem eu
Desses que procuram problemas
pra escrever um bonito poema
desses angustiantes
que fazem querer mudar o mundo
acabar com a fome
querem Tanto!
Não, não é qualquer coisa que é poesia
Não é isso que é arte.
Eu vi um menino no muro colorido com um fuzil na mão
E não era bonito
Não era assunto pra um poema
Isso não é poema.

prá Babs

quarta-feira, outubro 04, 2006

Saudade

Porque essa é a única palavra na minha cabeça. Porque os amigos não deviam voar, deviam crescer junto de nós.
Porque eu sei que os amigos voam, o tempo passa, a gente cresce, a vida segue.
Ou porque eu to morrendo de saudade da natassja mesmo.
E qnd eu escrevi "ou" quase saiu oui.
Ai, vida...
Mundo mundo vasto mundo.
saudade é um troço bem fundo...
hehe.