segunda-feira, abril 10, 2006

Tudo novo de novo

O meu começo não tem ponto, não tem vírgula e não há de ter nada. Fica eleito o vazio pra meio de transporte. Pois que há sim cura para toda loucura. Há fim para toda dor, assim como também há prazer no sofrimento. E há o medo de envelhecer, medo do tempo passar e tudo ir embora, ou a gente mesmo ir e tudo ficar aqui. Mas a gente se desfaz em mil partes nessa vida, vai deixando por aí caquinhos de nossa essência desnecessária. E da filosofia do nada eu fico com a busca por coisa alguma. A busca. Mas com uma confiançazinha de que encontrando ou não - sabendo que mais provavelmente nada de encontrar - a vida é só o que temos. Pois não dá pra confiar no futuro. Não dá pra confiar que Deus vai mesmo nos levar pro céu só porque mergulhamos num rio, piscina ou molhamos um pouquinho a cabeça. É, não há mesmo garantias. Mas há vontade. E ela pode bastar. Vida besta essa... Afinal, uma hora ou outra a gente acostuma, com vinte um dias vira hábito, e simplesmente vai vivendo. Pois a vida é mesmo simples e mágica. Dói muito às vezes, mas quem foi que disse que a dor não é simples? E sempre passa... Assim como os momentos bons... O que me faz entender certo desgosto com o tempo. Motivo algum para comemorar datas se a certeza do porvir é nada perto das lembranças que nunca hão de voltar. Mesmo assim a gente segue. E vai vivendo...

2 comentários:

  1. Your site is on top of my favourites - Great work I like it.
    »

    ResponderExcluir
  2. I love your website. It has a lot of great pictures and is very informative.
    »

    ResponderExcluir

Sintaxe à vontade: