segunda-feira, abril 02, 2007

Se pudesse tornava a minha vida um poema curto
pra alguém ler e chamar de chato
Amassar, tacar num saco
ou enrolar bem fininho
e fumar devagar sob a aurora ou ocaso
Ou esmigalhava em mil milhões de átomos de vida
Punha numa garrafa de uísque vazia
Entornava pra dentro
e de cara lavada
- mas nem tão limpa -
encarava sem poder mutar
o vivo irreversível lá de fora.