sexta-feira, junho 17, 2011

‎Fechar as portas,
bater as portas,
trancar as portas.
Tragam-me chaves,
correntes, cadeados.
Dêem-me o claustro
que não suporto o outro. Ponham-me grades,
que não agüento o vivo!
(...)
O vômito.
Além do vômito,
a lágrima.
(...)
Além da lágrima, a prece,
Meu Deus.
Ou o cinismo.
(...)
Socorram-me
que me afogo em meu próprio sangue,
em minha própria mancha!


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Trecho da peça O homem e a Mancha, de Caio Fernando Abreu. [distribuição em versos minha]

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