terça-feira, fevereiro 28, 2012

Eu só queria que ainda fosse tempo de chorar achando que o choro faz passar. Queria fazer birra, gritar que não quero, que vou ficar em casa sofrendo a minha angústia só com meu travesseiro - e aí não ter que resolver, não ter que lidar com dois lados ainda mais incompatíveis do que toda a minha bipolaridade inventada. E aí, seríamos só nós vivendo a entrega quase infantil de tão sincera, mas que tem os percalços de vermelhidão intensa. Queria que não tivesse sempre essa sombra de insanidade me rondando, ameaçando, impelindo a escrever como uma velha e falha forma de buscar uma lucidez inatingível.

Eu tinjo detalhes com verdes e azuis que também não apagam. Tudo parece um pouco sem saída e meus dedos já estão muito em carne viva de cavar. As tempestades sempre vem intensas e costumam buscar nos dias de sol intenso uma espécie de expressão da sua ironia. Já se passaram quatro minutos do que devia e treze mascarados repetidamente em dez anos que o mesmo filme se repete. Releitura, outros contextos e, dessa vez, uma responsabilidade enorme pedindo que eu escreva um fim perto o bastante de definitivo. Amém.

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